No Balanço de 2009, tive saudade de “Variation”, obra do francês Celeste Boursier-Mougenot que você vê acima. Foi uma exceção na salada contemporânea que a Pinacoteca de São Paulo apresentou paralela a ”Matisse Hoje” (leia aqui). No pátio do museu na Luz, tigelas e pratos de porcelana de vários diâmetros flutuavam em piscinas turquesa e produziam sons de agudos e graves em ritmos variados quando se tocavam seguindo a cadência imposta pela água quente.
Esta composição randômica, música do acaso feita no ritmo da vida, também aparece em outros trabalhos do artista.
“From here to ear” foi apresentado pela primeira vez no ano passado, na Galeria Xippas, de Paris, que representa o artista e exibe até 13 de fevereiro uma exposição do brasileiro Vik Muniz. O ambiente agora está sendo visto no Barbican Centre, em Londres, e reúne 5 guitarras Gibson, amplificadores, pedais de som e microfones em um viveiro com 30 pássaros. As aves formam uma banda ao passear pelas cordas e bicá-las ou cantar próximas aos microfones. Uma fonte de água em ritmo contínuo funciona quase como um back in vocals.



Genial esse trabalho com as Gibsons amplificadas, o som é punk mesmo! Mas fiquei com peninha das avezinhas com o som estridente, elas devem estar loucas ou mortas. A arte contemporãnea está no ineditismo da idédia, mas se fosse aqui a sociedade protetora dos animais tava pegando feio, mas se pensar bem as aves aqui se misturam aos sons dos automéveis, armas… o som da cidade, que não é muito diferente.
[...] obra do francês Céleste Boursier-Mougenot. Em vez dos passarinhos roqueiros do vídeo anterior (aqui), temos um piano que toca sem pianista, a partir dos movimentos que o espectador faz na sala de [...]
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