
O lançamento da logo da Copa de 2014 aponta para a segunda vez em que o esporte brasileiro plagia Matisse. Ou, para ser mais amena, se inspira fortemente na obra do pintor francês, sem, no entanto, lhe dar crédito. A primeira foi na campanha Rio 2007, em que os pássaros das colagens do artista eram arranjados em forma de ciranda, como o quadro “A dança”, juntando duas obras famosíssimas do pintor francês.

A logo do Rio 2007, também "inspirada" em Matisse
Agora, a taça é formada pelas formas marinhas de algas e plantas que estão em diversos trabalhos, inclusive na genial série “Jazz”. Mas foram retorcidas e se transformam em mãos. Ficou tenebroso…
Aposto que foi o mesmo estúdio de design… Ganhando dinheiro que passa por investimento público com outra cópia. Ai, ai, ai…
Um caminho visual para argumentação

Pássaros em uma das serigrafias de Matisse. As aves foram arrumadas na forma de ciranda de...

... "A dança", famosíssimo quadro de 1910, hoje no acervo do museu russo Hermitage. Fusão para a logo de 2007

Repare na mão da figura em verde, da série "Jazz"...

... e nas formas vegetais da mesma série, a mais famosa de Matisse...

... e veja a forma que o próprio artista recorta para aplicar no papel. Qualquer semelhança com as mãos na taça de Brasil 2014... é mera coincidência?
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Acho que temos criatividade suficiente para criar. Inspiração, definitivamente, virou eufemismo de cópia. O “Artista” agradece a lembrança, só que o copiador esqueceu de lançar o crédito.
wordpress siz que que nnaagyr já disse o que ele ainda vai dizer……. Veja o sábio Abelardo CHACRINHA Barbosa dizendo: meu cara pintor nnaagyr, NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA………. nnaagyr está no google, veja.
J;a vi tudo, sempre que for feita uma marca com características “tribais” será um plágio de matisse então ?
[...] e da Copa 2014, irão descobrir de cara a origem de tanta inspiração como bem lembrou a blogueira Daniela Name. Não é um espanto? Portanto se alguém estiver sendo vítima de plágio, este alguém parece ser [...]
Pra que servem os clássicos, se não como fonte de inspiração para novas roupagens? Qual é o problema tão grave em se apossar de um conceito e reciclar seu uso. Se não o fizermos conscientemente, com certeza o faremos coincidentemente! Sábio foi Lavoisier!
[...] visual e pai da Liz. Mesmo que passemos ao largo das referências não declaradas à Matisse (leia aqui), a logomarca criada pela agência África, de Nizan Guanaes, peca nas associações visuais, [...]
Então, a do pan foi desenvolvido pelo escritório de design Dupla Design. Não tem a ver com a da Copa.
Eu gostei da idéia de envolver a mão na taça. Parabéns para a África.
Bjs,
Eu acho a logo da Dupla, de 2007, muito bonita. Apenas havia a necessidade de uma declaração da inspiração em Matisse. A de agora é, a meu ver, MUITO mal realizada. Além de tb haver este problema de uma referência visual não declarada, há erros graves em termos políticos: um país anfitrião que pinta a taça com suas cores está sendo no mínimo descortês. Além disso, sumimos com a Jules Rimet, “passando a mão” na taça. Pra completar, a área verde parece a testa e um cabelo de um homem, a mão amarela estaria no rosto deste homem, chorando. Um horror. Faltou no júri alguém que realmente entendesse de design, para compensar Ivete Sangalo (!!!), Gisele Bundchen (!!!) e Ricardo Teixeira (ai, ai, ai).
Daniela, você já viu as comparações do logo com o Chico Xavier psicografando? Eu ri muito! Concordo plenamente, foi mal realizado, e não consigo entender tanta referência a mãos em um esporte jogado com os pés. Ruim mesmo.
oi dani, quem seria o designer dessa logomarca? bjs
Parece que a de 2014 foi feita pela África, agência do Nizan Guanaes. A de 2007 eu teria que pesquisar, prometo que farei isso. Beijos.