
Criador e criatura: Harry Beck com o mapa do metrô londrino
Ele é o cara: Harry Beck (1903-1974), engenheiro elétrico que criou a versão de 1933 do mapa do metrô de Londres, uma história fascinante que eu comecei a descobrir no post anterior, aqui. A artista plástica e designer brasileira Isabel Löfgren foi quem me contou a história de Beck, que tinha 30 aninhos quando redesenhou o mapa:

Estudo de Beck para o metrô de Paris, 1951
“Ele aplicou a lógica dos diagramas de circuitos ao mapa das linhas de metrô, que a partir dele deixou de ser geográfico e passou a ficar mais geométrico, com cada ponto da rede equidistante”, conta Isabel. “A referência geográfica, além de confusa, tornara-se quase irrelevante, dado que a experiência, quando se está dentro do metrô, é mais voltada à relação de tempo e seqüência das estações e menos interessada na distância real entre um ponto e outro. Além disso, o desafio de fazer com que todas as informações necessárias coubessem em uma folha, a necessidade de legibilidade instantânea e a possibilidade do diagrama poder crescer sem abalar a estrutura visual do mapa como um todo fez com que a imagem de circuito fosse adotada. Desde então praticamente todos os mapas de metrô adotaram o mesmo princípio”.
Beck fez estudos para o mapa de Paris, em 1951 (acima, à esquerda, clique na imagem para vê-la maior). Os franceses rejeitaram esta invasão britânica e preferiram desenhar as estações da capital à sua moda, digamos assim. Mas quando olhamos o mapa atual do RATP, grupo que controla os trens de Paris (aqui), percebemos muito bem que seu DNA veio do outro lado do Canal da Mancha.
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A história do metrô de Londres tem um site. Clique aqui para conhecê-lo.
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