Paulo Nenflídio, música da água

19 12 2010

Há muito venho me surpreendendo com o trabalho de Paulo Nenflídio. Sua proposta para a exposição Paralela, organizada por Paulo Reis como programação complementar à da última Bienal de São Paulo, foi sem dúvida um dos destaques do circuito off da capital paulista no período. A água norteou todo o trabalho de Reis, com obras de um conjunto de artistas postadas logo na abertura do galpão na Luz – Nenflídio, Laura Vinci, Pedro Motta, Marcos Chaves, Sandra Cinto, Thiago Rocha Pitta e Márcia Xavier – norteando o leme da seleção, já vista como um termômetro do que há de melhor nos catálogos das galerias brasileiras.

A água também tinha papel importante na individual de Nenflídio n´A Gentil Carioca, em agosto de 2010. Nela estava Monjolofone, que você vê no vídeo acima. Trata-se um xilofone movido a água… de monjolo. Usar a água e seu fluxo como forma de marcar a música – e o tempo – é uma das coisas mais bonitas que vi e ouvi nos últimos tempos.





Hoje e amanhã

17 12 2010

Está muito difícil escrever às vésperas deste Natal. Está muito dícil também cumprir todos os compromissos. Vejam só os de hoje e amanhã: Ernesto Neto, Raul Mourão, Laura Lima… Agenda de maratonista.

Vamos nos ver?

HOJE

Ernesto Neto inaugura às 19h sua exposição individual na última curadoria de Ligia Canongia para a Casa de Cultura Laura Alvim. As “pinturas” do artista são flagrantes do cotidiano, muitas vezes registrados com câmeras de poucos recursos, como na imagem acima. Quando a gente para, o mundo roda inclui ainda um trabalho que vai ser feito na Praia do Arpoador, há anos uma espécie de segundo ateliê do artista.

No revezamento previsto pela instituição, Fernando Cocchiarale assume o posto em 2011 e promete dar continuidade ao bom trabalho começado por Ligia, que apresentou excelente conjunto de exposições nas galerias reformadas pela Secretaria Estadual de Cultura. Entre as mostras, duas irretocáveis: Luiz Zerbini e Angelo Venosa.

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A Cosmocopa abre mais uma exposição coletiva de seus artistas. Até 2011 inclui trabalhos de Rosana Ricalde, Louise D.D., Felipe Barbosa e Rafael Alonso, entre outros. 19h.

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AMANHÃ

"Seta de rua", de Raul Mourão

Laura Lima inaugura Grande, sua exposição na Casa França Brasil, às 17h.

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Na Progetti, ali ao lado, também a partir das 17h, Jimmie Durhan apresenta Provas circunstanciais do Brasil. A meu ver, o artista americano fez um dos trabalhos mais interessantes desta última Bienal de São Paulo.

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Raul Mourão lança a serigrafia acima, Seta de rua (para Barros, Bulcão, Colares e Volpi), na Galeria Lurixs, em Botafogo, às 20h.

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Pela manhã, às 11h, as crianças do projeto REDES, do Complexo da Maré, visitam a exposição Mapas invisíveis, com curadoria desta que vos fala, para ver de perto o resultado de Mapamaré (à esquerda), trabalho de Suzana Queiroga feito com a ajuda delas.

Eu e artista aproveitaremos para fazer uma visita guiada para quem estiver por lá.





Se meu fusca falasse

10 12 2010

O fusca de Siri não fala, mas vira música. O carro-instrumento, que já girou as unidades do Sesc de todo o estado, entra hoje nos domínios do Sesc Tijuca (Rua Barão de Mesquita 539), onde o artista refaz a performance No tranco, a partir das 19h.

Programão!





Um Natal na era digital

8 12 2010

Sensacional este filme, que descobri através de uma querida amiga, a designer Maria Cláudia Gentil. Hohoho!








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