Hoje – Primeira vista

31 01 2011

"Gênesis", pintura sobre papel de Patrizia D´Angello, uma das obras na mostra

A Amarelonegro Arte Contemporânea inaugura  hoje, terça-feira, a partir das 19h, a exposição Primeira vista, com trabalhos de seus novos artistas: Andréa Facchini, César Fujimoto, João Penoni, Nino Cais, Patrizia D´Angello e Rafael Adorján.

Curiosa para conhecer o que a nova safra apresenta na exposição, falo, no entanto, do único trabalho que já vi ao vivo. A reprodução fotográfica aí em cima, embora tenha qualidade, não faz jus ao que é o trabalho de Patrizia D`Angello. Sua Gênesis é uma pintura sobre o papel de dificílima execução. No sobrevoo de uma cozinha durante a preparação de uma massa  para o almoço de sua família italiana, a artista enfrenta – e vence – o desafio de dar vida a várias superfícies espelhadas: a panela, a água que borbulha, os azulejos, a chapa do fogão.  Comida é ritual, comunhão, afeto – e é com esta gênese que Patrizia cria seu mundo.





Luiza Baldan e a Barra da Tijuca

31 01 2011

Um dos momentos de "De murunduns e fronteiras"

Este é o texto que fiz para o trabalho de Luiza Baldan na exposição Mapas invisíveis. A artista se debruçou sobre a Barra da Tijuca, mais precisamente sobre o condomínio de alta renda conhecido como Península. Assista ao vídeo De murunduns e fronteiras e conheça outros trabalhos de Luiza Baldan clicando aqui.

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O bote ficou fora de alcance, na praia do leste. O que perco não é muito: saber que não estou preso, saber que posso partir da ilha; mas alguma vez pude ir embora?

Adolfo Bioy Casares, A invenção de Morel.

De murunduns e fronteiras, trabalho de Luiza Baldan para Mapas invisíveis, destaca e aprofunda questões fundamentais da obra da artista a partir de um mergulho na Barra da Tijuca, especificamente no conjunto de condomínios de alta renda conhecido como Península. Baldan começou sua trajetória através da fotografia, embora desde o início taxá-la como fotógrafa significasse uma redução de seu campo de interesses. Ainda que a fotografia ainda seja seu suporte mais frequente, a artista não empenha sua atenção nas questões inerentes à reprodutibilidade das imagens. A fotografia – assim como o vídeo, que ela experimenta nesta exposição – é um meio para que ela fale de sua relação cada vez mais direta com o espaço, não só no que ele tem de escultórico, mas, sobretudo, como um campo de experimentação de tempos distintos a partir do confronto com sua memória.

Uma das imagens da série "Natal no Minhocão" realizada em 2010 no Pedregulho

Para realizar De murunduns e fronteiras, a artista morou durante o mês de agosto de 2010 em um apartamento da Península.[1] Nesse período, circulou pelas áreas comuns do conjunto de prédios, como jardins e playgrounds, e usou o serviço de transporte do condomínio. Ao propor essa residência, Baldan pretendia dar continuidade a uma experiência vivenciada no Conjunto Habitacional Prefeito Mendes de Moraes, o Pedregulho, em Benfica, onde passou cerca de 30 dias em dezembro de 2009. A partir da convivência com os moradores desse condomínio extremamente popular, ela criou a série de fotos Natal no Minhocão, além de produzir um conjunto de imagens que são indissociáveis de um texto escrito durante a temporada em Benfica. Parte de sua dissertação de mestrado, “Lugares que habitam lugares”,[2] tratava exatamente da importância que este texto passou a ter na sua pesquisa. Um discurso não linear e sem compromisso com o relato fidedigno dos acontecimentos, que fundia o confronto com um novo lar, provisório, nômade, com o repertório das inúmeras casas onde a artista viveu ao longo dos anos.

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No tic-tac do meu coração

18 01 2011

As batidas cardíacas de artistas, críticos, curadores e outros convidados  vão ser o gerador de energia que acenderá luzes na fachada do prédio do Oi Futuro hoje, às 19h, no trabalho dos artistas Dirk Vollenbroich, da Alemanha, e Renato Rezende, do Brasil. A experiência My heart in Rio tem curadoria de Alberto Saraiva. O tic-tac do meu coração participa da empreitada.





Pedro Varela, nova viagem

6 01 2011

Pedro Varela inaugura nesta sexta-feira o Espaço Mezanino do Sesc Copacabana, com um trabalho site specific, espécie de pintura mural feita com o adesivos, pensaeda especialmente para o lugar. Eis meu texto para o folder.

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Rosângela Rennó e a Saara

6 01 2011

Hoje é Dia de Reis e último dia de Mapas invisíveis na Caixa Cultural. É dia também de Rosângela Rennó fazer sua ação na Saara. A partir do meio-dia, ela perfurma a Rua Senhor dos Passos com sete tipos de incenso, mimetizando com este trabalho todas as misturas feitas na região da Saara.

Um ótimo jeito de eu terminar com as pequenas férias do blog e voltar a escrever. Abaixo, compartilho com vocês o texto do catálogo da mostra sobre Rennó e a Saara.

Feliz Dia de Reis!

Um 2011 perfumado para vocês.

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