O ‘bom portfolio’

24 02 2011

Ou: uma troca de bilhetes entre Alice Shintani e esta que vos fala

"Éter" (2009), de Alice Shintani: pintura expandida transforma espaço em experiência de luz e cor

“Bom portfolio”: o que é isso, exatamente? Existe aquele que é “bom” pela clareza visual e narrativa, atributos que auxiliam na identificação da qualidade e das características da obra de um artista. Mas esta é a única forma de ser “bom”? Este foi um dos meus questionamentos na série de posts sobre o Prêmio Marcantonio Vilaça este ano. Foi por causa deles que criei o Banco de Portfolios, tateando uma forma de tornar o contato entre artistas e curadores algo mais constante. Pelo menos comigo – comemoro batendo palminhas (clap, clap, clap) – já está funcionando.

Esta foi, também, a inquietação da artista paulista Alice Shintani ao deixar um comentário aqui no blog. Ela cutucou o meu desconforto, o que me fez responder imediatamente. Precisamos ser mais artísticos e menos técnicos nos júris e premiações. Dá para fazer isso? Como? Sintam-se cutucados, também.

Eis nossos bilhetes:

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Acervo Sala A Contemporânea

24 02 2011

"Galeria dos valores", de Matheus Rocha Pitta, uma das individuais realizadas na Sala A do CCBB

A Tisara Produções doou para nossa Biblioteca Virtual todos os folders do projeto Sala A Contemporânea, que ocupa a galeria da Sala A, no CCBB, com exposições de artistas emergentes da produção contemporânea nacional. Eles podem ser encontrados pelos nomes dos artistas – Ana Holck, Mariana Manhães, Matheus Rocha Pitta e Tatiana Blass (esta última ainda em cartaz) – mas também em um folder único em nosso abrigo no Issuu, batizado, é claro, de Sala A Contemporânea.

O artista Daniel Senise também fez vultosa doação de seu material. Organizaremos no ar em breve.





Suzana Queiroga e o Complexo da Maré*

24 02 2011

"Mapamaré": desenho subjetivo das trilhas das crianças moradoras do Complexo de favelas

Há três espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar.

Platão

 

O encontro entre a obra de Suzana Queiroga e o Complexo de Favelas da Maré começou muito antes de Mapas invisíveis, na exposição “Velofluxo”, que a artista realizou no Museu Chácara do Céu no início de 2009. Crianças do projeto REDES, que une arte e educação na favela, foram visitar a mostra, que trazia a interpretação de Suzana para mapas de cidades como Berlim, Milão, Londres e Brasília. Ao observar o fluxo de cores sugerido pelas ruas, rios, praças e avenidas, as crianças enxergaram a Maré naquele possível espelho.

Um ano depois, elas conheceram Queiroga pessoalmente e viraram suas parceiras: junto com a artista, construíram um dos trabalhos da exposição. Mapamaré é uma imensa rede formada pela sobreposição dos trajetos desses meninos e meninas em um território que ora é familiar, ora é estrangeiro. Leia o resto deste artigo »








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