O ator Charles Fricks vai levar Cristóvão Tezza e seu livro O filho eterno (Record) para o teatro. O monólogo tem estreia prevista pra junho, com direção de Daniel Herz e adaptação assinada por Bruno Lara Resende, que enxugou o texto original para enfatizar a relação entre pai e filho.
Tezza ganhou todos os mais importantes prêmios literários de 2007 com este livro fronteiriço entre a autobiografia e a ficção, escrito a partir de sua própria experiência com o filho, portador da Síndrome de Down. Fricks teve seu primeiro encontro com o escritor curitibano em agosto do ano passado, justamente no Dia dos Pais. Ele chegou ao texto através da recomendação de um amigo via Orkut e diz, que, depois de ler as 150 primeiras páginas de uma só vez, não tinha dúvida alguma de que era aquilo que queria encenar: “A sinceridade dele é uma coisa muito forte, perturbadora”, assinala o ator.
Integrante da Cia. de Atores de Laura, Fricks foi indicado Shell por sua magnífica atuação no papel-título de As artimanhas de Scapino, de Molière (2002). Faz pouca televisão, embora seja escalação garantida nos elencos de Luiz Fernando Carvalho: esteve nas duas jornadas de Hoje é Dia de Maria e em Capitu.
Quem acompanha teatro e cinema, no entanto, sabe que o livro de Tezza terá um intérprete à sua altura. O filho eterno descobre outra vida através de um dos maiores atores revelados pela cena carioca nos últimos 10 anos.
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A foto de Charles Fricks é de Paula Giolito. Conheça seu trabalho aqui.
A foto de Cristóvão Tezza é de Hedeson Alves, do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.





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