Cabelo e outras novas da Biblioteca

30 06 2011

O catálogo da exposição de Cabelo, MC Fininho e DJ Barbante n’A Gentil Carioca, com projeto gráfico de Lili Kemper, é uma das novidades de nossa Biblioteca Virtual. Um passeio delicioso por esta exposição, que teve curadoria de Raul Mourão (clique aqui).

Tem também o catálogo de Pontos de encontro, exposição de Carolina Ponte e Pedro Varela na Caixa Cultural da Bahia, com curadoria desta que vos fala. O design é de Francisco Celso, e a estratégia de virar a publicação de pontacabeça para ver o outro lado – o outro artista – assimila graficamente o que foi pensado para a montagem na Galeria dos Arcos, em Salvador. Conheça a publicação aqui.

Há ainda o folder da mostra de Fabiano Devide, com texto de Jozias Benedicto (aqui) e o texto de Fernanda Pequeno para Louise D.D., citado no post anterior (aqui).

+++

Clique aqui para ouvir o Melô do Bombeiro, parceria de Cabelo com o MC Fininho.

+++

E você, quando vai mandar sua colaboração?





Louise D.D.

30 06 2011

A artista Louise D.D. inaugura a exposição Superdose hoje, a partir das 19h, na galeria Cosmocopa, em Copacabana. O texto da curadora Fernanda Pequeno nos apresenta um pouco do universo interessantíssimo da artista e está em nossa Biblioteca Virtual, entrando hoje no blog na sessão Autor Visitante. Para ler Fernanda sobre Louise, clique aqui. Fazendo isso você pode até imprimir o PDF.

+++

Nossa Biblioteca Virtual, aliás, continua aberta à colaboração de vocês. Mandem artigos ou catálogos e folders com distribução gratuita para nós. Clicando aqui você descobre como.

+++

Vale a pena ler de novo: o blog tem agora uma página no Facebook. Vai lá? Atalho aqui.





Labirinto para ouvir

29 06 2011

A capa do disco, feita pela artista Tatiana Blass

Romulo Fróes lança seu novo CD, Um labirinto em cada pé, amanhã, no Sesc Pompeia. Quem está em São Paulo precisa ir. A escultura que aparece na foto e projeto gráfico da capa são da artista Tatiana Blass. Você ouve uma das faixas, Muro, clicando no link abaixo:

Muro – Um labirinto em cada pé, Romulo Fróes





Arte contemporânea no hospital de House

27 06 2011

House e o elefantinho com câmera escondida usado na performance da paciente

O episódio final desta 7a temporada de House, de número 23, já foi ao ar nos Estados Unidos e suspeito que deve ser o primeiro passo para o fim da série na 8a temporada.  Vai ficar difícil manter a participação de Cuddy (Lisa Edelstein) depois do surpreendente desfecho e das atitudes cada vez mais descompensadas do personagem-título, vivido por Hugh Laurie.  Mas o que mais me chamou a atenção no capítulo – que, confesso, já andei assistindo por aí – foi a presença de uma discussão importante sobre os limites da arte contemporânea.

Moving on, título do episódio, começa convidando o espectador da TV a se tornar também um espectador de arte, assistindo a uma performance da grande artista Afsoun Hamidi (vivida pela convidada especial Shohreh Aghdashloo). Ela propõe que a plateia use objetos presentes no ambiente da ação para fazer o que bem entender com seu corpo. Ah, claro: qualquer semelhança com Marina Abramovic não é mera coincidência. Leia o resto deste artigo »





Não é preciso compreender

21 06 2011

Tenho vivido dias em que poucas palavras têm sido o melhor caminho – aqui no blog e na vida.

Por isso deixo vocês com uma entrevista de Gilles Deleuze em que o filósofo e especialista em semiótica afirma que, para ler Nietzsche ou ver um quadro de Gaugin, nem sempre é preciso que se compreenda. Mas é preciso que se saiba, se apreenda, que haja empatia.

Escrevo enviando um carinho para a galerista Juliana Freire, da Emma Thomas, aqui de São Paulo, onde estou. Juliana, um contato profissional recente, se tornou uma grande admiração. Ela intui com naturalidade antes de destrinchar e compreender – e é desta empatia com a arte e com o conhecimento que fala Deleuze na entrevista do vídeo.

+++

Aproveito, ainda, para lembrar aos amigos paulistas: Só para os raros, só para loucos!, exposição que também é minha, abre hoje, na galeria Jaqueline Martins (aqui). Esperamos vocês lá.





Só para os raros, só para loucos!

16 06 2011

Trabalho de Adrianna Eu

Ah, os livros. Tão labirínticos quanto as cidades, eles nos levam até lugares que jamais imaginaríamos. Jorge Luis Borges, por exemplo, me conduziu até Hermann Hesse.  De Buenos Aires para a Suíça num pulinho. Ficções, a deslumbrante coletânea de contos do escritor argentino, foi a pedra fundamental de uma exposição homônima que desenvolvi para o projeto Novos Curadores, aqui em São Paulo, e até hoje não montei no “mundo real”.  Jaqueline Martins conheceu o desenho da mostra e intuiu a verdade sobre minha relação com a literatura.  Os livros são o meu chão e o meu berço, o refúgio para onde vou quando nada mais está fazendo muito sentido – e uma coisa dessas é mesmo difícil alguém conseguir disfarçar. Nunca tínhamos nos visto, sequer falado ao telefone, mas ela me convidou para uma conversa na galeria. Como ocorre na maioria absoluta das vezes, eu disse “sim, é claro”, e peguei um táxi em direção a Pinheiros.

"Como consertar um coração partido", de Louise D.D.: remédio cardíaco vira joia

Chegar ao número 74 da Dr. Virgílio foi como ouvir bandoneón no Café Tortone . Hum, fez sentido, pensei. Ou senti? Não importa. O livro que Jaqueline tinha sobre a mesa deu o reforço: O lobo da estepe (1927), de Hermann Hesse, que eu havia lido na adolescência, quando me achava bem mais inteligente do que me acho hoje. Em menos de 15 minutos, tínhamos o título: Só para os raros, só para loucos!, frase mais que importante no livro de Hesse, batizou a mostra que será inaugurada no dia 21, próxima terça-feira, a partir das 19h.

O texto do folder-convite segue abaixo.

Os artistas da mostra – Adrianna Eu, Alzira Fragoso, Azeite de Leos e Dudu Santos, do elenco da galeria; e Danielle Carcav, João Penoni, Julia Debasse, Louise D.D., Nara Amélia, Ni da Costa, Nino Cais, Patrizia D’Angello, Pedro Varela, Raul Leal e Ronaldo Aguiar, convidados da curadoria – esperam vocês lá. Eu e Jaqueline também.

+++ Leia o resto deste artigo »





Estela Sokol – A formiguinha e a neve

16 06 2011

A artista paulistana Estela Sokol acaba de inaugurar individual na Gallery 32, espaço mantido pela Embaixada do Brasil em Londres. Em Secret forest, Estela realiza uma potência existente desde sempre em seu trabalho: parte para a intervenção direta de cor e luz na paisagem. Com o apoio da Fundação Bienal de São Paulo, ela enterrou placas de acrílico e apoiou bolas infláveis, ambas de tons fosforescentes, na neve dos Alpes Austríacos.

O resultado demonstra claramente que as peças em madeira e mármore criadas pela artista, além de bem resolvidas esculturas, sempre foram também um projeto. Ou aquilo que Franz Weissmann dizia de suas maquetes feitas de materiais diversos, inclusive cartolina e clipes de escritório, que ele guardava nas estantes de seu ateliê em Ipanema:

“Elas já têm aí dentro o sonho da monumentalidade, um dia vão conquistar o espaço”.

Trabalho incessante, de formiga, compensado com o sublime.

+++ Leia o resto deste artigo »





Festa no apê

9 06 2011

O apartamento em obras da artista Aleteia Daneluz na Praia do Flamengo abriga mais uma vez uma exposição coletiva. Contrabando abre seus trabalhos amanhã à noite e pode ser visitada durante o fim de semana. Reproduzo abaixo o texto de Pedro Moreira Lima, que é um dos artistas participantes e também assina a curadoria do projeto:

+++ +++ +++

Pensando na responsabilidade da concepção geral deste evento, busquei alinhar minha curadoria à trajetória aérea que é típica das aves de rapina. E num vôo astuto – porém, manhoso – ensaiaremos dar alguns rasantes sobre as verdades acuadas da institucionalidade da Arte. Tática predatória em nome do nosso instinto de sobrevivência, ou mesmo por mera diversão. Mas isso não importa tanto: o fato é que tudo aquilo que ganha um centro, passa a exercer fascínio de presa. E nós estamos famintos…

É partindo deste impulso que surge o enunciado CONTRABANDO, que decerto almeja corporeificar o trânsito daquilo que escapa da zona de conforto de um circuito oficial. Talvez esta seja a possibilidade semântica mais literal, já que tal exposição se realiza num “espaço-tempo do nosso cotidiano”, à margem do aparato museológico. No entanto, penso que nossa ação contrabandista vá além desse entendimento. Deseja inspirar, também, afetos que vão a contrapelo dos hábitos já domesticados pela síndrome legalista que nossa cultura vive na contemporaneidade.

O que nos cabe aqui, portanto, é promover uma dinâmica alternativa que não se restrinja ao serviço da moral e dos “bons costumes”. E para tal, não há ambiente mais propício do que a penumbra de um prédio que se esconde há tempos embaixo dos panos. Sorrateiramente. À meia-luz os contornos se rompem e tudo é confundido. Daí sim, talvez possa haver algum ludismo, algum prazer ao largo da vigília repressora. É com muito gosto que te recebemos nesse descaminho.

AVANTI contra o bando, meus amigos!

Pedro Moreira Lima

+++

Já conhece a página do blog no Facebook? Não? Clique aqui.








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.398 outros seguidores