Vergara hoje

21 05 2011

Carlos Vergara e sua Liberdade hoje, no Parque Lage, das 14h às 18h. Vejo vocês lá?





Meu bem, volto já

4 03 2011

Com adereços comprados e samba do Império no Ipod, paro de escrever durante o carnaval. Assim posso tirar uma folguinha e aproveitar a festa.

Deixo vocês com dois momentos em que a folia virou História.

Acima, uma das fotos do artista Carlos Vergara sobre o Cacique de Ramos, que completa 50 anos neste domingo, a partir das 20h, com seu desfile sempre emocionante na Avenida Rio Branco. O bloco da Zona Norte explode com a noção de hierarquia. Na fantasia de uma noite – o grupo inteiro usa a mesmo figurino -, todos são iguais e têm o mesmo poder. Vivem diante da plateia extasiada o sonho da convivência sem mandantes e nem mandados. Uma tribo feita apenas de caciques.

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Arte e política no MAM

13 12 2009

A exposição de Carlos Vergara no MAM gerou um seminário interessantíssimo – “Novos territórios da arte e da política” –  com duas mesas-redondas amanhã, segunda-feira, dia  14 de dezembro, no auditório da Cinemateca. Às 10h, os participantes são Paulo Herkenhoff, Daniela Labra e Georgis Kornis; às 14h, Giuseppe Cocco, Paulo Sergio Duarte e Lorenzo Marsili.

A mediação é de Luiz Camillo Osório e de Fred Coelho, dupla que está à frente do MAM neste momento e que tem empreendido um esforço grande para fazer o museu voltar ao centro do debate sobre arte no Rio. Vou lá.





O imperador Vergara no Salão do MAM

24 11 2009

Quem defende uma crítica “pura”, aquela que jamais mistura objeto e criador no fazer artístico, pode parar de ler este texto daqui. É impossível falar da obra de Carlos Vergara sem levar em consideração a personalidade deste artista solar, que transformou a inquietude no principal motor de sua obra.  Dias atrás, cheguei à montagem de “Carlos Vergara: A dimensão gráfica – Uma outra energia silenciosa”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Fui disposta a apenas analisar a obra e a montagem –  tinha pouco tempo para uma conversa longa naquele dia. Mas mudei de estratégia logo depois de entrar:  circulando por entre as caixas, pregos e furadeiras com sua bengala-banquinho, Vergara se apresentava à minha observação como um imperador no Salão Monumental.  Curvei-me diante de sua majestade e não pude fazer outra coisa senão olhar para todos os detalhes  do reino.  Com apenas 50% da voz  - metade das cordas vocais foram retiradas por conta de um câncer – ele falava sem parar para ajustar a altura dos quadros, discutir a melhor iluminação, tratar do coquetel com o filho e braço-direito, João,  e trocar as últimas ideias com o curador da mostra,  o colecionador George Kornis.

Tudo isso até as cinco da tarde, quando começou a “Happy hour do Vergara”, compromisso quase religioso que reunia toda a equipe diariamente durante a montagem. O vinho, o uísque e a cerveja do bistrô do MAM eram só pretextos para que todos se sentassem ao redor do papo e das gargalhadas do dono do trono. Ah, sim:  Vergara é um imperador que ri.  Soberano seguro e por isso mesmo maleável, acha graça de si mesmo, de quem está em volta e até da crítica.

Talvez esteja gargalhando agora, ao ler este começo meio atrapalhado de texto (É uma crônica? É uma crítica? É uma reportagem?). Talvez possa me tranquilizar em relação a estas linhas repetindo o que me disse naquele dia: “Anota aí, por favor: a vanguarda é o fim do estilo. Passei a vida inteira sendo olhado meio de lado pela crítica porque não fiquei numa zona confortável para a compreensão e a absorção comercial da minha obra. Isso deu trabalho não só para os críticos, também para o mercado. Nunca gostei de me repetir, sempre procurei a novidade. Fui taxado de incoerente, mas não ligo. Continuo procurando”.

Anotei, passo adiante.

Vamos então à obra, finalmente.

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