Na confusão do carnaval só soube hoje que morreu domingo e foi enterrado na segunda-feira o paisagista e arquiteto Fernando Chacel. Discípulo de Burle Marx, de quem se
tornou estagiário ainda garoto, Chacel criou projetos como o do Mirante do Leblon e o do Parque Gleba E, hoje Península, na Barra da Tijuca.
Seu último trabalho de vulto também foi na Barra: o desenho paisagístico para a Cidade da Música, prédio assinado pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc. Inaugurada oficialmente no apagar das luzes da gestão Cesar Maia, em 2008, a sala de concertos nunca foi, de fato, concluída. Há cerca de dois anos, na única vez em que estive nesta nova ruína da cidade, os lagos e jardins de Chacel haviam se transformado em focos de dengue.
A megalomania e os desvios financeiros da gestão Cesar Maia e a inoperância de Eduardo Paes para concluir o prédio – não custa lembrar que o prefeito acaba de entrar em seu terceiro ano de mandato – fizeram com que o paisagista morresse sem ver a obra pronta.
Portzamparc, outro grande profissional, também amarga um afastamento da cidade e responde a inquérito por questões que não têm absolutamente nada a ver com arquitetura.
Pois é.
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O site Vitruvius publicou em 2004 uma interessante entrevista com Chacel, na qual ele repassava parte de sua trajetória a limpo. Leia aqui.





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