Estela Sokol – catálogo, quinta

3 10 2011

Estela Sokol lança o catálogo de sua exposição A Morte das Ofélias nesta quinta, a partir das 18h, com um bate-papo na galeria Anita Schwartz. Tive a honra de escrever o texto da publicação e vou participar da conversa da artista com o público. Se você ainda não viu a mostra, não perca a oportunidade: as Ofélias são um acontecimento que assinala a potência e a singularidade desta ótima artista.





Estela Sokol

10 08 2011

Estela Sokol inaugura hoje, daqui a pouco, às 19h, na galeria Anita Schwartz , a exposição A morte das Ofélias, em que apresenta esculturas e pinturas misturadas às fotos das séries Secret forest e Polarlicht, realizadas em janeiro, c0mo registro de intervenções na paisagem dos Alpes Austríacos.

Em todos os trabalhos, a preocupação sempre presente na obra de artista: criar um campo expandido para a cor. Saídos de corpos negros, tons de laranja, verde, roxo e amarelo reverberam no chão e na parede como o espectro da pintura – palavra que aqui poderia estar até com um “P” maiúsculo, já que estou falando de todas as pinturas da história da arte.

Ao usar Ofélia como ponto de partida, a artista cria um campo de relações muito interessante para a exposição, que o blog visitou durante a montagem. A trágica personagem se mata depois de ser desprezada por Hamlet  e se transforma num ponto de cor boiando nas águas geladas do lago, iluminando a paisagem do Reino da Dinamarca. É, de certa maneira, uma irmã das intervenções na neve da Áustria.

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Saudades de SP

19 07 2011

“Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São
Paulo), o termo saudade, não foi por lamento de não mais estar lá.
De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria.
Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao
relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de
que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos
nos apoiar”.

Claude Lévi-Strauss, Saudades de São Paulo.

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Estela Sokol – A formiguinha e a neve

16 06 2011

A artista paulistana Estela Sokol acaba de inaugurar individual na Gallery 32, espaço mantido pela Embaixada do Brasil em Londres. Em Secret forest, Estela realiza uma potência existente desde sempre em seu trabalho: parte para a intervenção direta de cor e luz na paisagem. Com o apoio da Fundação Bienal de São Paulo, ela enterrou placas de acrílico e apoiou bolas infláveis, ambas de tons fosforescentes, na neve dos Alpes Austríacos.

O resultado demonstra claramente que as peças em madeira e mármore criadas pela artista, além de bem resolvidas esculturas, sempre foram também um projeto. Ou aquilo que Franz Weissmann dizia de suas maquetes feitas de materiais diversos, inclusive cartolina e clipes de escritório, que ele guardava nas estantes de seu ateliê em Ipanema:

“Elas já têm aí dentro o sonho da monumentalidade, um dia vão conquistar o espaço”.

Trabalho incessante, de formiga, compensado com o sublime.

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Além do horizonte

17 07 2010

Vista da exposiçao, com trabalhos de Álvaro Seixas (à esquerda), Bob N e Danielle Carcav

Este é o texto de apresentação da exposição “Além do horizonte – Paisagens contemporâneas”, que reúne 12 artistas – Álvaro Seixas, Bob N, Bruno Miguel, Danielle Carcav, Deborah Engel, Estela Sokol, Gisele Camargo, Leo Ayres, Luiza Baldan, Pedro Varela, Rafael Alonso e Raul Leal – na Galeria Amarelonegro, em Ipanema.

A curadoria é desta que vos fala e este é um texto singelo, ligeiro. O catálogo virtual com comentários sobre a obra de cada um dos participantes será lançado aqui, neste blog, antes do término da mostra, que fica em cartaz até 13 de agosto. Passem lá!

A foto deste post é de Nara Reis.

Leia o texto na íntegra abaixo

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