Somewhere

4 10 2010

Eu poderia falar muitas coisas de Somewhere, novo filme de Sofia Coppola, que teve suas últimas sessões no Festival do Rio hoje e deve ser campeão de pedidos na repescagem.  Mas vou tentar ser breve.

O filme mostra o quanto Sofia foi costurando um repertório próprio poderoso e inquestionável ao longo dos anos. Delicada, ela toca seu filme sem muita pressa, mas alternando muito bem os momentos mais difíceis com um humor meio cínico, daqueles que provoca um risinho nervoso na plateia.

Seu novo anti-herói, o famoso ator de Hollywood Johnny Marco (Stephen Dorf), também é um prisioneiro de sua própria vida, como a Maria Antonieta vivida por Kirsten Dunst e o astro veterano que emocionou meio mundo na pele de Bill Murray em Encontros e desencontros.

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Louise Bourgeois no Festival do Rio

29 09 2010

Louise e uma de suas aranhas, em 1996

Vi ontem Louise Bourgeois: a aranha, a amante e a tangerina, documentário sobre a artista francesa que foi incluído no Festival do Rio. O filme, dirigido por Marion Cajori e Amei Wallach, é uma produção norte-americana de 2008, mas recupera imagens da escultora em vários momentos de sua carreira, com entrevistas longas e reveladoras realizadas em seu ateliê no Brooklyn e sua casa em Manhattan. Mostra ainda como a memória norteou o trabalho deste nome fundamental para arte do século XX e, mais do que isso, como Louise representou um caminho marginal e riquíssimo para o que era produzido em Nova York, Meca de todas as artes, depois da Segunda Guerra.

Se você não sabe a razão para a tangerina no título do filme, não vou contar, porque este é um dos momentos mais perturbadores da sessão.

Só há mais uma oportunidade para ver o documentário: dia 7 de outubro, quinta-feira, às 16h, no Cine Glória. Quer o código para comprar logo? GL054.

Aí embaixo, o trailer.





A estrada de Sam Mendes

27 09 2009

“Distante nós vamos” (“Away we go”, 2009), de Sam Mendes, pode conquistar o posto de quindim-da-iaiá do público neste Festival do Rio. Na sessão de ontem à noite, no Leblon 1, ouvia-se claramente a música incidental dos apaixonados vindo da plateia: risos descontrolados, suspiros, choro baixinho, sacos e sacos de bala, pipoca e amendoim amassados pela angústia.

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Tanto amor é merecido. Neste novo filme do diretor de “Beleza americana” e “Foi apenas um sonho”, Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph) têm 34 anos, vivem em Denver e descobrem que estão grávidos. Os pais de Burt avisam que vão se mudar para a Bélgica um mês antes de a neta nascer e, como Verona é órfã, cai a ficha: eles não têm mais nenhum laço afetivo por perto neste momento tão delicado. Decidem então botar o pé na estrada, em  busca de um lugar onde possam criar vínculos e constituir uma família. É aí que a história começa.

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