4 Pipas

5 10 2012

O Prêmio Pipa apresenta a exposição com os quatro finalistas deste ano a partir de amanhã, com inauguração às 16h no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.  São eles (em ordem alfabética):

Marcius Galan

“Seção diagonal”, obra de Galan que faz parte do acervo de Inhotim

Matheus Rocha Pitta

Laje #4 (leite), de sua recente exposição no Paço Imperial

Rodrigo Braga

“Desejo eremita”, de Rodrigo Braga

Thiago Rocha Pitta

“Monumento à deriva continental”, de Thiago Rocha Pitta

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A seleção deste ano reúne quatro excelentes artistas – um deles, Marcius Galan, finalista da 1a edição, e outros que imaginei ver na final já nos primeiros dois anos. Na 1a edição,vencida por por Renata Lucas, no prêmio do júri; e Marcelo Moscheta, na votação popular, o trabalho de Galan, que era sonoro, ficou bastante prejudicado pelo fato de a montagem ter se dado no foyer do MAM. Desde a segunda edição, a mostra do Pipa passou a ganhar um espaço mais nobre, contíguo ao Salão Monumental.

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Na estreia do Pipa, fiz uma entrevista com Marcius Galan, que você pode ler aqui.





Pausa para nota cabotina

12 04 2011

Já podemos divulgar o elenco de Mapas invisíveis em São Paulo. A versão paulistana da exposição, com  inauguração prevista para o dia 30 de agosto, na CAIXA Cultural da Paulista, vai exigir muito fôlego desta curadora que vos fala:

 

 

 

Cinthia Marcelle & Marilá Dardot

Laerte Ramos

Lenora de Barros

Lucia Koch

Marcelo Moscheta

Marcius Galan

Paulo Nenflídio

Tatiana Blass

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Não é brinquedo, não.

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Em breve o blog da mostra será atualizado com o processo dos trabalhos em São Paulo. Há artistas com os mapas escolhidos. É o caso de Galan, que vai se debruçar sobre a Avenida Paulista. E das mineiras Cinthia e Marilá, que, em dupla, vão mergulhar na Sé.





Galan e Belém na Cisneros

23 02 2011

 

"Noite de São João", de Laura Belém, site specific para a Nuit Blanche Toronto 2007, exposição de arte contemporânea que dura uma noite. Usando memórias de infância, artista instalou 120 carreiras de bandeirinhas azuis com estrelas prateadas em uma rua da cidade.

Dois brasileiros – a mineira Laura Belém e o paulista Marcius Galan – foram contemplados na categoria “artistas emergentes” pelo CIFO 2011, programa anual de subvenções da Fundação Cisneros, dos Estados Unidos. O prêmio funciona apenas por convite e indicação – os nomes são decididos pelo conselho da Fundação, sediada em Miami. Galan e Belém são representados pela mesma galeria em São Paulo, a Luisa Strina.

Os seis artistas da categoria “emergentes” e os três artistas da categoria “mid-career” participarão de uma exposição coletiva na sede da Cisneros, que pretende com isso projetar a produção latino-americana nos Estados Unidos. “Mid-career” (meio de carreira) é uma expressão de difícil para uma tradução decente em português, mas fácil para ser compreendida: é uma categoria dedicada a artistas já maduros, mas que ainda não são “medalhões” incontestáveis. Artistas “mid-career” são aqueles caminham para o auge de suas carreiras e podem precisar de um empurrãozinho a mais para sua projeção internacional.

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Os 10 primeiros portfolios

21 02 2011

 

"Isolante (cadeiras)", uma das obras de Marcius Galan

Existe aquele ditado que insiste em dizer que os últimos serão os primeiros, mas aqui no blog os primeiros é que são os primeiros mesmo. Inauguramos oficialmente o nosso Banco de Portfolios com os artistas que estiveram na “vanguarda” do envio, só para brincar com um termo da arte que hoje em dia só deve ser usado como piada ou História.

Destaco aqui os 10 portfolios que estrearam o e.mail do Banco (banco.portfolios@gmail.com), em ordem alfabética: Alice Shintani, Ana Holck, Daniel Lannes, Fabio Tremonte, Jaqueline Vojta, Luiza Baldan, Marcius Galan, OPAVIVARÁ!, Rafael Perpétuo e Raul Leal.  Veja cada um deles na barra de navegação aí em cima, que sofrerá atualizações mesmo quando não falarmos de nenhum portfolio específico na home. Fiquem de olho.

A imagem do post também foi escolhida segundo um critério: está no portfolio do primeiríssimo a nos mandar seu arquivo – Marcius Galan. Um dos 30 pré-selecionados pelo Prêmio Marcantonio Vilaça deste ano, Galan foi um dos artistas da 29a Bienal de São Paulo e um dos finalistas da 1a edição do Prêmio PIPA, realizadas em 2010.

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PIPA – Marcius Galan

18 10 2010

 

Marcius Galan em foto publicada pelo Uol, às vésperas da inauguração da Bienal

A primeira entrevista da série com os finalistas do Prêmio PIPA é com Marcius Galan. Veja como vai ser a série aqui.

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Galan monta seu trabalho "Intersecção" no MAM do Rio

‘Meu trabalho é um desenho incompleto, e que nunca vai se completar’

Estar diante de um trabalho de Marcius Galan é perceber o quanto a matemática, especialmente a geometria, pode nos levar para o campo das sensações e para um estado de suspensão, próximo da espiritualidade. Nascido em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1972, Galan foi criado em São Paulo e participa da exposição de finalistas do PIPA com a instalação sonora Intersecção. Ao apresentar o som de um lápis sobre o papel, o artista investiga novas possibilidades para o desenho, um motor quase invisível para sua obra desde sempre.  Nesta entrevista, ele fala da relação com a arquitetura e a cidade, presente em seus trabalhos na Bienal de São Paulo; do enfrentamento com o espectador no ambiente que acaba de ser inaugurado em Inhotim; e da influência de artistas como Waltercio Caldas, Gordon Matta-Clark, Cildo Meireles e Lúcia Nogueira.

Em seu trabalho para a final do PIPA, em que duas caixas de som amplificam a tarefa silenciosa de fazer círculos a lápis, o desenho volta a aparecer como em outros momentos de sua obra: de maneira enviesada, indireta. O desenho é um bom fantasma que sempre te assombra?

MARCIUS GALAN: Apesar de muito poucas vezes ter apresentado desenhos como trabalho final, meu trabalho lida quase o tempo todo com a ideia de desenho. O desenho é também importantíssimo para o meu processo, faço muitos cadernos que são pensamentos soltos, rabiscos sem muito sentido e de tempo em tempo redesenho sobre as coisas antigas. É um exercício sem cronologia e isso me ajuda a manter as questões anteriores quase descartadas ligadas ao que estou pensando no momento. Muitas vezes desses encontros saem as coisas que me interessam. Nesse sentido posso dizer que entendo meu trabalho como um desenho incompleto, e que nunca vai se completar. Intersecção, que estou mostrando no prêmio PIPA, veio de um trabalho que apresentei na exposição OIDARADIO, organizada pela Kiki Mazzucchelli e pelo Nick Graham-Smith, que era uma exposição de rádio no Paço das Artes. O meu trabalho chamava-se Desenhos ao vivo, e era uma espécie de performance sonora, transmitida de um estúdio ao vivo onde eu desenhava com um lápis microfonado. Os desenhos circulares tinham um rítimo que ia crescendo. Eu me interessava em tentar propor um reconhecimento do desenho por outro sentido que não a visão.

Intersecção também tenta propor esse mesmo exercício, mas tem um interesse pelo espaço, um lado escultural também, as caixas ficam mais em silêncio do que com os ruídos. Esse silêncio entre duas caixas de som é interrompido por um desenho banal, um círculo no papel, que amplificado ganha força. É um limite que se torna variável, se expande pelo espaço e se dissolve, pretendia dar ao ruído discreto e íntimo do desenho a gravidade de um tremor ou uma força da natureza qualquer, algo que desrespeita a organização espacial, o desenho, o projeto, o planejamento urbano, as fronteiras e os limites das áreas estabelecidas pelo próprio desenho.

Matemática e arquitetura são outras matrizes importantes no seu trabalho. Poderia falar um pouco de cada uma delas?

GALAN: Meu trabalho lida com o básico da matemática, meu interesse está nas operações simples que definem coisas essências. Tenho um conhecimento muito limitado, mas no caso da geometria, me interessava muito pensar como partiu de uma disciplina filosófica e caminhou para uma ciência prática. As falhas desse percurso me interessam como por exemplo as definições de ponto, onde não se atribui tamanho, peso e forma para esse elemento. Porém uma vez que se desenha um ponto ele tem tudo isso, ele passa a ocupar um lugar e ter tamanho e contraria já de partida sua definição. Sobre isso trata meu trabalho da Bienal.

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Pipas

14 10 2010

Vamos publicar a partir de amanhã entrevistas com os finalistas do Prêmio PIPA, que têm suas obras expostas no piso térreo do MAM.  Ao promover estas conversas, o blog pretende aproveitar-se descaradamente do prêmio, com todo o respeito, para mostrar um pouco do processo de criação e do pensamento de quatro excelentes artistas: Cinthia Marcelle, Marcelo Moscheta, Marcius Galan e Renata Lucas.

A publicação vai obedecer a ordem de resposta dos entrevistados. Todos receberam as perguntas no mesmo dia. Marcius Galan será o primeiro, já que também foi o primeiro a responder. Não necessariamente vai haver uma sequência perfeita entre os posts, que podem ser entrecortados por outros assuntos.

Para realizar estas simpáticas sabatinas, contei com a ajuda de dois convidados especialíssimos, que mandaram cada um sua pergunta para os quatro finalistas: o curador, crítico de arte e professor Marcelo Campos, do Rio de Janeiro; e o jornalista e curador Mario Gioia, de São Paulo. Luxo.

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Marcius Galan

3 09 2010

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Amanhã é o último dia da exposição “Área útil = Área comum”, de Marcius Galan, na galeria Silvia Cintra, na Gávea.  O artista paulistano é muito feliz ao unir arte, arquitetura e  matemática, discutindo a imperfeição dos cálculos – ou a perfeição de alguns acasos, como quiserem.  Algumas obras têm suporte inclassificável (são desenhos? esculturas? intervenção no espaço? pintura expandida?) e também é por estar nesta zona de fronteiras tão tênues que a exposição se torna incontornável. É preciso ver.

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Galan é um dos finalistas do Prêmio PIPA. Recentemente, participou da coletiva “Dimensões variáveis”, no Centro Cultural São Paulo, ao lado de Daniel Acosta, Felipe Cohen e Nicolas Robbio.  Com exceção de Acosta,  o grupo evidencia o grande impacto da obra de Waltercio Caldas  numa nova geração de artistas que trabalha com a tridimensionalidade e a relação com os ambientes expositivos. A influência de Waltercio é deglutida e reinventada, se transformando em ótima herança. Espero poder um dia escrever sobre isso com mais calma.








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