MET de NY aposta nos contemporâneos

11 01 2012

Sheena Wagstaff: curadora da Tate Modern agora também em NY

O Metropolitan Museum de Nova York dá um claro sinal de que a arte contemporânea é uma de suas maiores apostas em 2012. Sheena Wagstaff, curadora-geral da Tate Modern desde 2001, acaba de ser contratada para repensar o departamento de arte dos séculos 20 e 21 do museu norte-americano. Em Londres, ela foi responsável por grandes exposições realizadas pela Tate nos últimos anos: Eva Hesse, Barnett Newman, Edward Hopper e Jeff Wall, entre outros.

Esta não é a única mudança feita pelo diretor do MET, Thomas Campbell. Contrariando o organograma criado por seu antecessor,  Philippe de Montebello, que jogou a arte moderna e a arte contemporânea no mesmo departamento de pintura do século 19, Campbell atribuiu novas divisões e responsabilidades. Os acervos de impressionistas e pós-impressionistas franceses, por exemplo, não serão mais pensados pelos mesmos curadores que lidam com artistas como Jasper Johns  e Roy Liechtenstein.

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Decisão sábia, a meu ver. Especialização em excesso emburrece, mas lidar com tudo é o mesmo que lidar com nada. Um pouco de foco é sempre bom.

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(A partir do The New York Times)





11 razões para amar NY…

11 09 2011

10 anos depois:

1.  Manhattan, de Woody Allen

O segundo vídeo tem quase 10 minutos, mas eu garanto que vale a pena assistir. É talvez uma das maiores cenas de amor de todos os tempos… E também é uma lista, como esta nossa.

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Met à meia-noite

29 07 2011

Uma das criações de McQueen, vestido da coleção outono-inverno de 2010-2011

O Metropolitan Museum de Nova York anunciou hoje que vai ficar aberto até meia-noite para dar vazão ao grande número de pessoas que querem ir ver os últimos dias da exposição sobre o estilista Alexander McQueen, Savage beauty. Há gente que torce o nariz para a abertura dos museus para moda, design e outras linguagens em constante diálogo com a arte, mas eu não faço parte do grupo. Quem for ver McQueen, cuja mostra será encerrada no dia 7 de agosto, também terá a chance de ver todo o magnífico acervo do Met e as outras exposições temporárias, caso de Richard Serra drawing: a Retrospective, em cartaz até o dia 28 de agosto.

Você assiste a um debate em que Serra fala sobre seus desenhos no vídeo abaixo.





Arte é cura?

25 05 2011

Solas de sapato com autorretrato de Van Gogh, um dos trabalhos da mostra: US$ 25

Olhar para uma obra de Picasso pode mudar sua vida ou até mesmo curar depressão, febre, insônia?  O artista russo Alexander Melamid propõe, não sem um pouco de ironia, que sim, arte pode ser bálsamo e remédio para quase todos os males. Artista conceitual radicado em Nova York, ele ficou conhecido nos anos 1960 pelos trabalhos em dupla com o conterrâneo Vitaly Komar.

Em sua nova exposição individual, ele apresenta engenhocas e objetos simples do dia-a-dia que reproduzem obras famosas, como as solas de sapato inspiradas em Van Gogh, que você vê acima, vendidas por US$ 25.

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Rachel Whiteread e o vazio

7 04 2011

Ensaio fotográfico por Jorge Sayão*

De Nova York

Chega de Manhattan o slideshow abaixo, com um pouco da exposição Long eyes, da inglesa Rachel Whiteread, em cartaz até o dia 30 deste mês na Luhring Augustine Gallery, no Chelsea. Vizinha ao Pier 83, a galeria expõe trabalhos em resina. Portas, janelas, monolitos e uma casa feitos em vários tons deste material evidenciam como a escultura de Whiteread tem a capacidade de inverter as noções de positivo e negativo no espaço onde é posta.

“O trabalho de Rachel Whiteread é a materialização do vazio.  O que era espaço agora é coisa… E vice-versa”, acredita Jorge Sayão, autor destas fotos.

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Vencedora do Turner em 1993 – foi a primeira mulher a receber o prêmio – Whiteread, nascida em 1963, é uma das expoentes da geração batizada de “Young British Artists” nos anos 1990. Expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 2003. Dois anos antes, escolheu a resina para criar um monumento – talvez fosse melhor dizer anti-monumento – sobre um dos pilares da Trafalgar Square, em Londres. Translúcida, a peça levava o olhar dos passantes para um lugar de ausência, já que ocupava com o vazio e a transparência o lugar geralmente destinado às estátuas épicas, de heróis nacionais.

A ideia de um corpo espectral – que assombra, mas também pacifica e silencia o espaço ao se relacionar com ele – é uma das marcas da trajetória da escultora. Não por acaso, um de seus trabalhos seminais, de 1990, foi batizado de Fantasma: uma imensa intervenção em gesso no interior de uma casa vitoriana.

 

* Artista, editor e doutorando em História Social da Cultura pela PUC-RJ.

 

 





Torres García em NY

3 06 2010

"Aquarelas 131", de 1920, do álbum sobre Nova York

O Brasil tem uma dívida eterna com o legado do uruguaio Joaquín Torres García (1874-1949), cuja obra em pintura foi quase totalmente destruída pelo incêndio no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1978, até hoje não esclarecido em minúcias.

Artista geométrico dos mais importantes na América Latina – criou a Associação de Arte Construtiva de Montevidéu em 1935  – ele teve em Nova York, onde morou de 1920 a 1922, um período de dureza financeira, que talvez tenha até colaborado, ainda que indiretamente, com seu desejo de experimentação.

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