“Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São
Paulo), o termo saudade, não foi por lamento de não mais estar lá.
De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria.
Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao
relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de
que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos
nos apoiar”.Claude Lévi-Strauss, Saudades de São Paulo.
Marcantonio Vilaça – Os 5 premiados
29 03 2011De Goiânia*
Os cinco premiados da 4ª edição Prêmio Marcantonio Vilaça acabam de ser anunciados no Teatro do Sesi, em Goiânia.
São eles:
Laura Belém – MG
Marcone Moreira – PA
Paulo Nenflídio – SP
Jonathas de Andrade – PE
André Komatsu – SP
O júri da final foi formado pelos curadores Paulo Herkenhoff e Bitú Cassundé e pelo professor de Filosofia da Unicamp Laymert Garcia dos Santos. O organizador do prêmio é o jornalista Celso Fioravante, editor do Mapa das Artes.
Veja uma galeria com obras dos artistas premiados este ano:
Já tínhamos postado anteriormente um lindo trabalho de Paulo Nenflídio, aqui. E comentado a recente premiação de Laura Belém pela Fundação Cisneros, aqui.
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O Marcantonio Vilaça é um prêmio bienal. Cada finalista ganha uma bolsa no valor de R$ 30 mil e terá seu trabalho acompanhado por um crítico durante um ano. A mostra coletiva com os trabalhos resultantes da pesquisa realizada pelos cinco artistas percorre todas as regiões do país.
A última cidade a receber a itinerância também é a que anuncia os novos vencedores, por isso acaba de ser aberta no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiânia a exposição com os ganhadores da 3a edição: Armando Queiroz, Eduardo Berliner, Henrique Oliveira, Rosana Ricalde e Yuri Firmeza.
*O blog viajou a convite do CNI e do Sesi, patrocinadores do Prêmio.
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Paulo Nenflídio, música da água
19 12 2010
Há muito venho me surpreendendo com o trabalho de Paulo Nenflídio. Sua proposta para a exposição Paralela, organizada por Paulo Reis como programação complementar à da última Bienal de São Paulo, foi sem dúvida um dos destaques do circuito off da capital paulista no período. A água norteou todo o trabalho de Reis, com obras de um conjunto de artistas postadas logo na abertura do galpão na Luz – Nenflídio, Laura Vinci, Pedro Motta, Marcos Chaves, Sandra Cinto, Thiago Rocha Pitta e Márcia Xavier – norteando o leme da seleção, já vista como um termômetro do que há de melhor nos catálogos das galerias brasileiras.
A água também tinha papel importante na individual de Nenflídio n´A Gentil Carioca, em agosto de 2010. Nela estava Monjolofone, que você vê no vídeo acima. Trata-se um xilofone movido a água… de monjolo. Usar a água e seu fluxo como forma de marcar a música – e o tempo – é uma das coisas mais bonitas que vi e ouvi nos últimos tempos.
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