Francis Alÿs, Fabiola

3 04 2013
Divulgação

“Fabíola” na montagem da National Portrait Gallery, em Londres

A Pinacoteca do Estado de São Paulo inaugura amanhã, para convidados, e sexta-feira, para o grande público, a exposição Fabiola, de Francis Alÿs, que já esteve em cartaz na National Portrait Gallery, em Londres;  além de Espanha, Suíça e Peru.

A "Fabíola" original, de Henner

A “Fabíola” original, de Henner

A mostra é uma instalação com mais de 400 retratos de Santa Fabíola. Pouco conhecida mesmo pelos católicos mais fervorosos, a santa se transformou em uma obsessão para o artista belga, que nos últimos 15 anos garimpou feiras de antiguidades e mercados de pulgas na Europa e nas Américas atrás de reproduções do retrato criado por Jean-Jacques Henner (1829-1905). “Santa Fabíola”, a pintura  original, é de 1885, mas está desaparecida desde 1912. Mesmo assim, continua sendo copiada à exaustão por artistas amadores de todo o mundo.

Uma discussão sobre colecionismo, sobre a História e as histórias e sobre o poder das imagens, Fabiola vem sendo montada em museus que tenham acervos ligados às memórias nacionais e estaduais. Alÿs tira partido das ambiguidades entre aparência e essência, já que numa primeira vista os retratos são todos iguais, e aos poucos vão se revelando em suas diferenças: alguns levaram camadas de materiais pouco comuns, como grãos de feijão.

Fabiola é atravessada ainda por questões sociais e de gênero. Canonizada em 547 por conta de seu trabalho de caridade junto aos doentes e pobres, a romana Fabiola teve um primeiro casamento infeliz e por isso teve a ousadia de se divorciar e tentar ser feliz em um segundo matrimônio.  Sua biografia faz com que seja reconhecida pelos fiéis como a protetora das mulheres com casamentos infelizes ou que sofrem maus tratos, das vítimas de adultério e das viúvas.

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Francis Alÿs apresentou um dos trabalhos mais inquietantes da 29a Bienal de São Paulo, com curadoria de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias. Escrevi sobre ele aqui. Fiz também um vídeo tosco que você vê aqui.





Prelúdio para Richter

2 08 2011

Não sei você, mas eu vou a São Paulo em algum momento antes de a exposição de Gerhard Richter ser desmontada da Pinacoteca, onde 27 pinturas do artista alemão ficam até  21 de agosto. Richter é peça fundamental para a compreensão da história da arte do século 20 em diante. Sobretudo se você, como eu, acha que a pintura até pode ter morrido, mas mesmo que seja um fantasma continua bastante potente, assombrando e alimentando artistas do mundo inteiro.

Como prelúdio para este momento, ofereço um vídeo em que o curador Uwe M. Schneed, do Bucelius Kunstforum, em Hamburgo, comenta a obra do artista.

Para assistir, clique aqui, em link que já vai deixar você dentro do site do artista, que oferece um excelente panorama de sua obra.

Ah, o áudio é em alemão e as legendas em inglês, ok?

Wunderbar!





Pausa para nota cabotina

12 04 2011

Já podemos divulgar o elenco de Mapas invisíveis em São Paulo. A versão paulistana da exposição, com  inauguração prevista para o dia 30 de agosto, na CAIXA Cultural da Paulista, vai exigir muito fôlego desta curadora que vos fala:

 

 

 

Cinthia Marcelle & Marilá Dardot

Laerte Ramos

Lenora de Barros

Lucia Koch

Marcelo Moscheta

Marcius Galan

Paulo Nenflídio

Tatiana Blass

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Não é brinquedo, não.

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Em breve o blog da mostra será atualizado com o processo dos trabalhos em São Paulo. Há artistas com os mapas escolhidos. É o caso de Galan, que vai se debruçar sobre a Avenida Paulista. E das mineiras Cinthia e Marilá, que, em dupla, vão mergulhar na Sé.





Prêmio para artistas de SP

7 10 2010

O Prêmio Ateliê Aberto Videobrasil, parceria entre o Sesc e a Casa Tomada, é boa oportunidade para artistas de SP. Vejam abaixo:

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Estão prorrogadas até 29 de novembro as inscrições para o 1º Prêmio Ateliê Aberto Videobrasil, dirigido a artistas jovens residentes em São Paulo. Os selecionados receberão uma ajuda de custo para realizar obras em colaboração na Casa Tomada, espaço paulistano de produção, reflexão e convivência. Os trabalhos resultantes integrarão a mostra Panoramas do Sul do 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil, em setembro de 2011.

A Casa Tomada (conheça o site aqui) é um espaço reservado a práticas, investigações e reflexões de caráter artístico. Focada no processo de produção e não apenas no produto final das práticas artísticas, incentiva a discussão e a criação de trabalhos motivados pela vivência compartilhada. O desenvolvimento dos trabalhos dos ganhadores do 1º Prêmio Ateliê Aberto Videobrasil será acompanhado pela equipe da Casa, que oferece ateliê, biblioteca, laboratório, materiais e equipamentos. Cada artista selecionado receberá ajuda de custo de R$ 10 mil para produzir seu trabalho.

O 1º Prêmio Ateliê Aberto Videobrasil é um das inovações do 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil, que muda de nome e de foco em 2011. A mostra competitiva Panoramas do Sul, antes restrita a obras em vídeo, passa a aceitar outras manifestações artísticas, incluindo instalações, performances e livros-objeto ou livros de artista. A mudança de modelo busca confrontar a enorme produção de representações que constitui o território da visualidade de hoje.

Para saber mais e acessar os regulamentos e fichas de inscrição do 1º Prêmio Ateliê Aberto Videobrasil e da mostra competitiva Panoramas do Sul, visite a página do17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil, aqui.





Um lugar para a escultura contemporânea

10 12 2009

Obra de Raul Mourão, com a de Elisa Bracher ao fundo

No sábado agora, dia 12, às 11h, acontece a mesa-redonda de lançamento do catálogo da exposição “Experimentando espaços”, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição reúne nos jardins do museu esculturas monumentais de Afonso Tostes, Amalia Giacomini, Amélia Toledo, Arthur Lescher, Carlito Carvalhosa, Daniel Acosta, Eduardo Coimbra, Elisa Bracher, José Spaniol e Raul Mourão.

Trabalho de Eduardo Coimbra

Em meio à polêmica carioca depois de que o prefeito Eduardo Paes anunciou mais uma estátua figurativa na cidade –  em homenagem ao maestro Tom Jobim, nas proximidades do novo metrô de Ipanema – a exposição em São Paulo chama a atenção para a boa qualidade de nossa escultura contemporânea.

As obras dos artistas selecionados por Farias poderiam estar em praças e parques de qualquer cidade brasileira, misturando-se a obras de outros períodos e tornando-se acessíveis à população. Acesso franco, sem menosprezar a inteligência alheia – inteligência, é sempre bom frisar, independe de cor, credo ou classe social –  é a maior arma contra a ignorância e o desconhecimento que ainda mantém a arte contemporânea restrita a um pequeno grupo.

Além de adquirir obras novas, o Rio precisa enfrentar outro problema: a má conservação das peças monumentais já instaladas em vários pontos e (bem) incorporadas à paisagem carioca. Assinadas por artistas como Ivens Machado (na Carioca), Angelo Venosa (Praia do Leme), Waltercio Caldas (Av. Presidente Wilson), Franz Weissmann (Avenida Chile e Rua Luis de Camões) e José Resende (esquina da Rua do Rosário, altura da galeria Paulo Fernandes), elas demandam reparos e, em alguns casos, cuidados emergenciais.

"Jardim de ossos" por Afonso Tostes

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Ah, nunca é demais lembrar. O painel de azulejos de Aluísio Carvão no Leblon continua com peças faltando. O post que fez coro à campanha por sua salvação inaugurou este blog no dia 29 de agosto deste ano (leia aqui). Na época, a Fundação Parques e Jardins fez mil promessas.

Até agora… nada.





Dica para os paulistas

19 10 2009

Lucia é demais. Vão e vejam.

conviteLUCIALAGUNA








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