PIPA: primeiro dia

10 09 2011

Tatiana Blass apresenta três trabalhos, entre eles o vídeo da performance "Fala no chão", que silenciou um piano com cera na última Bienal de São Paulo

Abre hoje, no Museu de Arte Moderna, às 15h, a mostra dos finalistas do prêmio PIPA: André Komatsu, Eduardo Berliner, Jonathas de Andrade e Tatiana Blass.

Estive no MAM durante a montagem e acho que a disputa deste ano vai ser dura.

Os artistas ganharam espaço maior e melhor – saíram do foyer, o que prejudicava muito sua visualização, para a área contígua ao Salão Monumental,  no segundo andar – e responderam à altura. Komatsu, finalista do Prêmio Marcantonio Vilaça junto com Jonathas de Andrade este ano, apresenta três trabalhos fronteiriços entre a instalação e a escultura; Berliner, também premiado com o Marcantonio Vilaça, na edição passada, mostra uma série de pinturas de várias dimensões; Andrade, que está no Egito em uma residência artística levou para o MAM um trabalho em que se apropria de um diário encontrado no lixo, e mistura as anotações contidas nele a fotos de várias cidades do mundo, transformadas em uma cidade única, indistinta; Tatiana participa com três obras: uma pintura, um vídeo que mostra a performance Fala no chão – Piano, realizada na última Bienal de São Paulo, e uma escultura de cera, que vai derreter sob um holofote durante o período da mostra e revelar uma coluna vertebral de bronze.

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Se tudo der certo, repetiremos aqui a série de entrevistas que fizemos ano passado. Este ano, espero, com a participação dos quatro artistas. Ano passado apenas três participaram, mas acho que valeu muito a pena lê-los. Não lembra? Clique aqui, aqui e aqui. Até!





Saudades de SP

19 07 2011

“Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São
Paulo), o termo saudade, não foi por lamento de não mais estar lá.
De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria.
Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao
relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de
que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos
nos apoiar”.

Claude Lévi-Strauss, Saudades de São Paulo.

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Labirinto para ouvir

29 06 2011

A capa do disco, feita pela artista Tatiana Blass

Romulo Fróes lança seu novo CD, Um labirinto em cada pé, amanhã, no Sesc Pompeia. Quem está em São Paulo precisa ir. A escultura que aparece na foto e projeto gráfico da capa são da artista Tatiana Blass. Você ouve uma das faixas, Muro, clicando no link abaixo:

Muro – Um labirinto em cada pé, Romulo Fróes





Pausa para nota cabotina

12 04 2011

Já podemos divulgar o elenco de Mapas invisíveis em São Paulo. A versão paulistana da exposição, com  inauguração prevista para o dia 30 de agosto, na CAIXA Cultural da Paulista, vai exigir muito fôlego desta curadora que vos fala:

 

 

 

Cinthia Marcelle & Marilá Dardot

Laerte Ramos

Lenora de Barros

Lucia Koch

Marcelo Moscheta

Marcius Galan

Paulo Nenflídio

Tatiana Blass

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Não é brinquedo, não.

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Em breve o blog da mostra será atualizado com o processo dos trabalhos em São Paulo. Há artistas com os mapas escolhidos. É o caso de Galan, que vai se debruçar sobre a Avenida Paulista. E das mineiras Cinthia e Marilá, que, em dupla, vão mergulhar na Sé.





Tempo real: Tatiana Blass

19 03 2011

Linda a individual de Tatiana Blass na Caixa Cultural SP, com 15 obras: um vídeo, 9 pinturas e 5 esculturas. Abaixo, “Deitado”, deste ano





Acervo Sala A Contemporânea

24 02 2011

"Galeria dos valores", de Matheus Rocha Pitta, uma das individuais realizadas na Sala A do CCBB

A Tisara Produções doou para nossa Biblioteca Virtual todos os folders do projeto Sala A Contemporânea, que ocupa a galeria da Sala A, no CCBB, com exposições de artistas emergentes da produção contemporânea nacional. Eles podem ser encontrados pelos nomes dos artistas – Ana Holck, Mariana Manhães, Matheus Rocha Pitta e Tatiana Blass (esta última ainda em cartaz) – mas também em um folder único em nosso abrigo no Issuu, batizado, é claro, de Sala A Contemporânea.

O artista Daniel Senise também fez vultosa doação de seu material. Organizaremos no ar em breve.





Terceira metade no MAM

16 02 2011

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O português é, a um só tempo, a mesma língua e um idioma quase estrangeiro de si mesmo depois de passar pela história e pelos sotaques das antigas colônias lusitanas espalhadas pelo mundo. Terceira metade, exposição que o MAM inaugura amanhã, quinta-feira, dia 17, às 19h, transpõe para a visualidade a mesma sensação deste “outro que é o mesmo” que nos percorre quando ouvimos nossa língua falada com a musicalidade e o vocabulário típicos de um país que não é o Brasil.

As três metades do título da mostra são a brasileira Tatiana Blass, o angolano Yonamine e o português Manuel Caeiro.

Tatiana está com impressionante individual na Sala A Contemporânea, do CCBB. Fim de partida reúne uma instalação com bonecos de cera, inspirada pela peça homônima de Samuel Beckett, além de pinturas que fazem referência ao teatro e ao palco, um tema renitente na trajetória da artista paulistana. Ela realizou no ano passado uma excelente exposição na Galeria Milan e um dos trabalhos brazucas mais comentados da última Bienal (relembre aqui).

Yonamine também esteve na Bienal, com a instalação Os mestres e as criaturas novas, criando um ambiente em que padronagens típicas dos tecidos africanos eram impressas sobre jornais brasileiros. Nascido em Évora, Caeiro já é conhecido do público de arte carioca. No fim do ano passado, fez ótima exposição na Lurixs, com trabalhos em que misturava referências urbanas ao repertório formal das técnicas de pintura.

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Então a gente se vê lá?

 

 





Tatiana Blass, música e silêncio

22 09 2010

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Tatiana Blass criou o grande acontecimento da noite de abertura da 29a Bienal de São Paulo, que começou às 19h de ontem e terminou quando já era hoje. Piano mudo foi um duelo entre a música e o silêncio, entre a arte e a violência. Um pianista tocou um concerto de música clássica enquanto dois homens jogavam parafina derretida no piano de cauda. Enquanto a cera esfriava, as teclas iam endurecendo, até calar o instrumento. Os vestígios da performance – piano e parafina já seca – permanecem na Bienal até o fim da mostra.

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As fotos são desta que vos fala e de Álvaro Seixas.








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