Ainda Back 2 Black (a salvo dos talibambas e de Maria Rita)

A direção musical do show foi de Rodrigo Maranhão. O jovem compositor e MartNália formam o que há de mais novo e fresco no samba carioca e  passam batido desta obsessão pela tradição que alguns dos jovens da Lapa insistem em cultivar.  Não são talibambas, sabem que não precisam usar “vós” numa letra, não precisam rimar amor e dor, não precisam cantar como o Candeia. Podem viver no século 21 sem deixar de reverenciar o que há de melhor no passado – e não por acaso MartNália cantou “Sorriso negro” ajoelhada, ao lado de Dona Ivone Lara.

Mas…  voltemos ao Rodrigo: além de um dueto com MartNália bem bonito com “Filhos de Gandhi”, ele cantou sozinho sua “Caminho das águas”, gravada antes em versão pasteurizada e muito “chique” pela filha de Elis Regina. Ali na Leopoldina, o arranjo redondinho, com toques de instrumentos de madeira, ganhou um agogô lááá no fundo, marcando o ritmo da melodia. Rodrigo seguiu este fluxo, mergulhando no lado de dentro de sua própria obra e dando a ela o tom aquoso e íntimo que ela sugere. “Caminho das águas” nasceu de novo, longe da “diva” midiática que a cantava anteriormente.

MARIA RITA NÃO PODE. Ah, pronto, falei.

4 thoughts on “Ainda Back 2 Black (a salvo dos talibambas e de Maria Rita)

  1. Seu blog novo. Que notícia boa!

    O pouco que conheço do Rodrigo gosto bastante. O samba que olha para o retrovisor mas segue em frente é muito bem vindo. A propósito, o último cd da MartNália é hit no meu i-pod.
    Beijos

    Gostar

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