Pizarro no MAM

BAIXA pizarro

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abre hoje, para convidados, e amanhã, para o público, a exposição “Morros velados”, de Luiz Pizarro. Carioca morando há dois anos em São Paulo, Pizarro apresenta uma visão do Rio que começou a ser construída em outro momento em que se ausentou da cidade. Os 20 trabalhos inéditos que compõem a mostra foram realizados entre 2006 e 2009 e  retomam uma antiga técnica de impressão em parafina do artista, misturando típicas paisagens cariocas, como o Corcovado e o Morro Dois Irmãos, com imagens das gárgulas da Catedral de Notre Dame, em Paris – onde Pizarro estava numa bolsa-residência quando começou a série – e as carrancas dos barcos do Rio São Francisco.

Gárgulas e carrancas  estão muito distantes no tempo e no espaço, mas têm a mesma função: proteger (o prédio ou o barco) de maus espíritos. Além de conversar com uma técnica importante da história da pintura –  a velatura, como aponta o título da mostra – o  efeito da parafina lembra bruma e as nuvens que fez por outra envolvem o Cristo Redentor, mas também lembram sémen ou o algodão do nariz dos cadáveres. Estes múltiplos sentidos visuais dão aos trabalhos uma ambiguidade tremenda. Há o horror, o medo, mas também uma sedução quase incontornável.


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