Na Pick up do Geleia Moderna – 4

Uma prova sinistra e o feriadão na sequência complicaram a vida das nossas pick ups, não é mesmo? Estou devendo, confesso. Mas começo a pagar a dívida de maneira espalhafatosa e irresistível. A gente se esforça para conseguir o perdão…  E tenho certeza de que ele vem com a seleção de Jorge Lz e sua Geleia Moderna. A escolha de nosso DJ é ainda a cura certa para a ressaca pós-Zumbi.

Trabalhar neste calor ninguém merece, mas Jesca Hoop pode ser um refresco.  Conheci a moça por causa de meu amor incondicional por Tom Waits,  seu padrinho musical e ex-patrão, mas a história dela daria um filme. Quem conta é o próprio Jorge Lz:

“Jesca Hoop nasceu na California entre mórmons. Começou cantando folk music e acabou largando a família para trabalhar com crianças. Jesca tirou a sorte grande quando foi ser babá dos três filhos de Tom Waits. Assimilou bastante o trabalho do patrão e voltou a se aventurar pela música. Lançou seu primeiro álbum, ‘Kismet’, em 2007 e prepara o próximo para o início de 2010. Waits deu força e definiu a música da moça como ‘um mergulho num lago à noite’.
O clip é bem bacana e cheio de influências surrealistas”.

Reparem que o arranjo, cheio de invenções e sutilezas mecânicas, não deixa dúvidas do pedigree da moça. Waits está aí. Mas também não está, o que enfatiza o talento de Jesca.

O Ipod de Romulo Fróes

Devo muita coisa nesta vida a Romulo Fróes,  mas o principal motivo de minha gratidão é que a música dele abriu meu ouvido para o novo som que é feito em São Paulo.  Cantor e compositor desta (ainda) jovem geração paulistana, Romulo, de 39 anos, mistura em seus três discos – “Calado”, “Cão” e o duplo “No chão sem o chão” – influências aparentemente díspares: da música de Nelson Cavaquinho à atitude do brit pop (duas melancolias em tons distintos); das letras de Nuno Ramos à voz barrenta de dona Iná, eterna pastora do samba da garoa.

Romulo traz o show de “No chão sem o chão” para o Rio neste sábado, dia 27 de novembro, no Cinemathéque, em Botafogo, com participação de Domênico Lancelotti e Kassin. Programão. O Ipod dele, como não poderia deixar de ser, revela um pouco mais desta cena de São Paulo.

Fala aí, querido:

“Minha dica são duas em uma,  na verdade. A primeira e mais importante é o Rodrigo Campos, ele lançou um dos melhores discos deste ano, se não for o melhor: ‘São Mateus não é um lugar assim tão longe’. É um disco lindo, falando da periferia de São Paulo de um jeito muito original, com uma delicadeza imensa, muito diferente do rap, por exemplo. Acho que é um novo samba paulista, diferente de tudo o que foi feito nesta terra que é o túmulo do samba”.

Olhem que bonito o clipe do Rodrigo:

A segunda dica do Romulo é o próprio site que  produziu o vídeo, Música de Bolso, que ele define como “um troço muito sério que tá mapeando a nova música brasileira”. Achei incrível, cliquem aqui para conhecer.

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