Um lugar para a escultura contemporânea


Obra de Raul Mourão, com a de Elisa Bracher ao fundo

No sábado agora, dia 12, às 11h, acontece a mesa-redonda de lançamento do catálogo da exposição “Experimentando espaços”, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição reúne nos jardins do museu esculturas monumentais de Afonso Tostes, Amalia Giacomini, Amélia Toledo, Arthur Lescher, Carlito Carvalhosa, Daniel Acosta, Eduardo Coimbra, Elisa Bracher, José Spaniol e Raul Mourão.

Trabalho de Eduardo Coimbra

Em meio à polêmica carioca depois de que o prefeito Eduardo Paes anunciou mais uma estátua figurativa na cidade –  em homenagem ao maestro Tom Jobim, nas proximidades do novo metrô de Ipanema – a exposição em São Paulo chama a atenção para a boa qualidade de nossa escultura contemporânea.

As obras dos artistas selecionados por Farias poderiam estar em praças e parques de qualquer cidade brasileira, misturando-se a obras de outros períodos e tornando-se acessíveis à população. Acesso franco, sem menosprezar a inteligência alheia – inteligência, é sempre bom frisar, independe de cor, credo ou classe social –  é a maior arma contra a ignorância e o desconhecimento que ainda mantém a arte contemporânea restrita a um pequeno grupo.

Além de adquirir obras novas, o Rio precisa enfrentar outro problema: a má conservação das peças monumentais já instaladas em vários pontos e (bem) incorporadas à paisagem carioca. Assinadas por artistas como Ivens Machado (na Carioca), Angelo Venosa (Praia do Leme), Waltercio Caldas (Av. Presidente Wilson), Franz Weissmann (Avenida Chile e Rua Luis de Camões) e José Resende (esquina da Rua do Rosário, altura da galeria Paulo Fernandes), elas demandam reparos e, em alguns casos, cuidados emergenciais.

"Jardim de ossos" por Afonso Tostes

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Ah, nunca é demais lembrar. O painel de azulejos de Aluísio Carvão no Leblon continua com peças faltando. O post que fez coro à campanha por sua salvação inaugurou este blog no dia 29 de agosto deste ano (leia aqui). Na época, a Fundação Parques e Jardins fez mil promessas.

Até agora… nada.

5 thoughts on “Um lugar para a escultura contemporânea

  1. […] As grades de prédios do Rio estão no início da pesquisa do escultor, que trabalhou inicialmente com sua padronagem,  em fotos, e depois foi transformando-as na base de seu repertório. Mourão já havia confrontado a grade – forçoso limite das construções – com a escala interna da arquitetura (há trabalhos de chão e de parede em que a grade se mistura a cadeiras) e também com a natureza (recentemente, gradeou pedras em exposição nos jardins do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, veja aqui). […]

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