Uma Moça em 4 latas

A edição limitada das latas de Leite Moça. Foto: Eduardo Foresti

A foto aí em cima, tirada por Eduardo Foresti em São Paulo, mostra que a Nestlé lançou para este fim de ano edição limitada de latas de Leite Moça que contam a história da identidade visual do produto. Foresti, designer de mão cheia que foi aluno de Mary Vieira na Suíça, acha a versão mais nova a pior de todas.

Eu tendo a acreditar que o projeto anterior ao atual, no canto esquerdo inferior, equilibra bem a modernidade com a fidelidade à história da marca. O último redesenho deu uma descambada.  Mas deixo a bola com vocês, porque não quero parecer nostálgica neste domingo chuvoso.

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8 thoughts on “Uma Moça em 4 latas

  1. Preço de produto e percepção de valor são coisas diferentes. Vou comparar as duas latinhas do alto. A lata da direita, da segunda geração, parece custar 5 vezes mais que a atual. Por quê? Simples. As latas antigas têm algo que a atual não tem: limpeza, refinamento e elegância.

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  2. É… assim como a lata de sardinha (post anterior – Coqueiro), parece que os designers de embalagem atuais estão com uma tendência a tipos mais “caligráficos” (ainda que se utilizem de letras normatizadas e na versão itálico), com uma inclinação forte na linha de base, tornando-a pretensamente dinâmica.
    Creio que estão sofrendo de algum tipo de vírus. Acho que é o “antighus nocívius”… Ouvi dizer que este vírus ataca aqueles profissionais que estão chegando ao mercado e ficam acometidos de um desejo incontrolável de romper com a geração anterior… é seguido de um pânico profundo de não seguir o surto de “contemporaneidade”. Esta sim, uma doença que se você não pegar, corre o risco de ficar de fora de todas as rodinhas de descolados entre os 25 e 35 anos…. um pecado “mortal”…

    ps1 – será que tô ficando velho?
    ps2 – aquela marca do fabricante dentro da tarjeta azulona é mais metida (e aparece mais) que a bela-da-tarde-com-o-balde-de-madeira-na-cachola

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  3. são mais de quatro latas diferentes, umas sete eu imagino.
    fiquei organizando por data na última vez que fui no supermercado.

    por mim, deviam voltar para o primeiro modelo, o mais clássico de todos. adoro embalagens antigas, elas sempre conquistam meu coração.

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  4. Finalmente encontrei aqui um post que, de certa forma, alivia minha angústia relativa à essa ofensa visual. Lembro de quando deparei-me com essa nova embalagem. A reação foi de repulsa total. Mataram o clássico em nome da “modernidade”. Foi-se um design clean, absoluto e indiscutível, em troca de algo comum, igual a tudo. Foi como ver um carvalho de 500 anos amputado por uma motosserra.

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  5. Daniela
    Minha filha comprou a 1a versão, que é lindinha, e fez um jarrinho. Mas a anterior a esta atual, sem dúvida é muito melhor que a dos nossos atuais brigadeiros…

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  6. Concordo contigo, Dani. Essa “penúltima” lata era a mais equilibrada, sem os firulismos desnecessários do dizáini atual que me enchem de preguiça.🙂 Mas e esse formato, né? Coisa mais estranha, não me acostumo.
    Ah, e parabéns pelo blogue, leio sempre.😉
    Beijos!

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