História – parcial – do design

O projeto gráfico aí em cima, de 1933, mostra a primeira vez que o mapa do metrô de Londres ficou mais ou menos com a cara que tem hoje. E é um dos destaques do link que roubei do Facebook da Josélia Aguiar, que por sua vez tinha copiado do blog da Luciana Moherdaui… e esta já tinha pinçado do Twitter de Mindy McAdams (@macloo).

Passado de mão em mão, o endereço do site Design History: An Interactive Timeline (aqui) é exatamente o que promete: um passeio pela história do design criado pelo – tchantchantchantchan – designer Timothy Embretson. Passeio bem parcial, é verdade, já que foca quase a maioria de seus grandes momentos nos Estados Unidos, fazendo poucas concessões para a Europa – Alemanha, Inglaterra e Paris, quase que exclusivamente. Ásia, África e América Latina são ignoradas.

Há um grande destaque para os designers gráficos (sobretudo de tipologias – Helvetica, Times New Roman e Palatino têm suas histórias contadas) e de móveis. Mas na arquitetura, que Embretson inclui em seu pacote retrospectivo com prédios como o Chrysler, em Nova York,  há omissões graves. Le Corbusier não é citado, nem seus seguidores modernos.

Ainda na arquitetura, há o esquecimento de um americano importantíssimo, ninguém menos que Frank Lloyd Wright, cuja trajetória é compatível com o período que o site abrange. A linha de tempo proposta vai até 1959,  ano de conclusão do prédio do Museu Guggenheim, em Nova York, que começou a ser erguido três anos antes. Projeto pioneiro e lindíssimo, a Casa da Cascata, na Pensilvânia, é de 1938, e passou por modificações autorizadas pelo arquiteto 10 anos depois.

Outro aspecto mal explorado é o construtivismo russo. Momentos importantes do design gráfico da primeira metade do século são destacados – como a Bauhaus, na Alemanha, ou a  13a Secessão de Viena, com a participação de Gustav Klimt e sua turma – mas Rotchenko é citado muito en passant na primeira linha de tempo, a que vai de 1900 a 1919. Poderia estar também na seguinte, de 1920 a 1939, mas foi mesmo esquecido.

As logomarcas lembradas, caso da feita para a IBM, também são americanas, em sua maioria.

Ainda assim, é gostoso passear por momentos como a cadeira Wassily ou a arquitetura Art Nouveau do metrô de Paris.   A comparação da história do design com outras duas linhas de tempo – a dos acontecimentos sociais e políticos e a da história da arte – também é muito feliz.

Para ver outros momentos da história do design clique aqui.

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