PIPA – Marcelo Moscheta

Marcelo Moscheta em seu ateliê, em Campinas

Marcelo Moscheta é o segundo finalista do PIPA a ser entrevistado pelo blog. A primeira entrevista da série foi com Marcius Galan (veja aqui).  As perguntas dos convidados podem interromper as minhas, que depois retomam seu curso. As dos convidados são identificadas com seus respectivos nomes; as minhas, com o sinal de *.

Leia aqui como foi definida a ordem dos entrevistados.

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Detalhe de "33 montanhas": acúmulo da obra "conversa" com idade do artista

‘A paisagem é um contraponto para o ser humano medir a si mesmo’

Marcelo Moscheta é um expedicionário. Colecionador das coisas do mundo, cataloga montanhas, nuvens, pedras, paisagens via satélite, vazios reais e simbólicos dos mapas. Nascido em São José do Rio Preto, em 1976, ele vive e trabalha em Campinas e tem no desenho a linha fundamental de seu trabalho, mas, nesta entrevista bem humoradíssima, conta que quer “ser escultor quando crescer”. As obras que apresenta no MAM, para a final do PIPA, 33 montanhas e Void, têm no grafite sua matéria-prima básica. Mas realmente já sonham com o espaço, apontam para a terceira dimensão. Enquanto troca as fraldas do segundo filho e passa noites sem dormir, Moscheta saboreia o amadurecimento de uma carreira que não precisou ser gerada nos grandes centros para aparecer. Perseguindo salões e editais de todo o país, ele mostrou que a arte brasileira já sente o poder das cidades periféricas – no melhor dos sentidos. Minucioso, metódico, afirma que o grande prazer da arte é poder reordenar o mundo seguindo os sistemas da própria criatividade. Projetando o futuro para daqui a 5 anos, talvez continue morando em  Campinas, mas quer ter a oportunidade de conhecer ao vivo, em viagens pelo planeta, alguns dos fiordes, cânions e geleiras que retratou pelo que imaginava, sem nunca ter visto.

"Circulo Polar Ártico", de 2007

*Olho para seus trabalhos e sempre me lembro de Tintin, o jornalista viajante que explorou o mundo inteiro nas histórias em quadrinhos. Este lado catalográfico, quase expedicionário, é uma das coisas que te move?

MARCELO MOSCHETA: Certamente, tenho imenso prazer em organizar coisas! A ideia de poder reorganizar, reclassificar, reordenar o mundo segundo meus próprios critérios é fascinante e acho que tem tudo a ver com a origem da obra de arte. O artista é alguém que se propõe a “renomear” as coisas e as relações que há no mundo segundo outros critérios que não os da natureza e da cultura já pré-estabelecida.

E também, é claro, gosto muito da “estética organizacional” usada nos meus trabalhos, um certo cientificismo barato, muito mais gráfico do que investigativo. Tudo isso porque a ideia de completude dentro da obra assume parâmetros mais abrangentes quando adicionado o dado científico/racional, por exemplo, quando insiro uma localização de GPS (latitude/longitude) sobre um desenho, torno-o mais verídico, pois existe um dado objetivo que acrescenta uma certa autoridade sobre a construção da obra pelo artista, que é um procedimento geralmente mais subjetivo.

"Void": vazio e mapa desorientador, no melhor dos sentidos

*No MAM, você apresenta dois trabalhos na exposição dos finalistas ao PIPA. Em 33 montanhas, há uma ideia muito forte de acúmulo, e ao mesmo tempo um jogo entre estabilidade-instabilidade, desenho-paisagem.  Como se dá esta relação com a natureza e como a arte entra como uma tentativa de controle (ou como medição do descontrole) daquilo que é natural?

MOSCHETA: Penso que a natureza, na verdade a paisagem, é um contraponto para o ser humano medir a si mesmo. As relações por comparação que são criadas (grande/pequeno, permanente/efêmero, etc…) servem como a baliza para questionamentos acerca de meu papel no mundo. A idéia é bem romântica: encontrar um lugar ideal, onde a beleza criada possa tocar e marcar profundamente a alma, lugares de contemplação e de transfiguração, onde o que vejo fora de mim pode ser um grande espelho da alma. Nesse sentido, essa relação com a natureza acaba tocando também uma relação mais autorreferente com o espaço – gosto muito de um conto do Italo Calvino chamado Do Opaco, que fala sobre um “lugar geométrico do eu, de um mim mesmo do qual o mim mesmo necessita para se saber mim mesmo, o eu que só serve para que o mundo receba continuamente notícias da existência do mundo, um engenho de que o mundo dispõe para saber se existe”.

No projeto 33 Montanhas, a ideia de acúmulo dialoga com minha idade, como se cada montanha fosse um marco anual colocado lá, e que mostra toda a precariedade da qual somos feitos, as estacas deixam a cordilheira tão instável quanto receptiva… Não é mais uma ideia de imensidão, de confronto com algo maior, mas os picos se tornam mais aconchegantes à medida que vamos reconhecendo a fragilidade de seu estado constitutivo e nos percebemos sendo parte dessa relação. Então a estabilidade da paisagem natural faz o contraponto à instabilidade da humanidade, e aí entendo que a arte é mais a medição do descontrole.

 

"Lua", de 2009

*No outro trabalho no MAM, Void, você apaga de um mapa toda a informação que tem letras, deixando apenas as numéricas. Cria com este apagamento janelas feitas de alumínio, que podem também ser entendidas como novos territórios sobre o mapa original. Poderia falar sobre este processo e o que o moveu?

MOSCHETA: Eu tenho já há algum tempo uma paixão desmedida por mapas, mas sempre tive muito medo de trabalhar com eles pensando que poderia cair em clichês e cópias de outros artistas. Mas pensando em minha trajetória sobre a questão da paisagem, entendo que o mapa é a representação mais racional e ao mesmo tempo abstrata de um lugar. Sabemos que lugar é aquele quando vemos o mapa, mas nunca vemos o lugar do jeito que o mapa nos mostra, nunca subimos a 1000, 2000 metros de altura para enxergar aquelas linhas tão bem definidas, tão delineadas por sobre os montes e vales. Quando eu encontrei esses mapas ortofográficos sabia que poderia tirar algo proveitoso, tanto pela memória impregnada quanto pela construção gráfica dos mesmos. A ideia de subtrair do mapa as informações alfabéticas do lugar tornou-o um espaço completamente aberto, vazio, disponível, na medida que ele agora pode ser qualquer lugar onde nossa imaginação e poder podem habitar. Restou somente a ideia de uma representação abstrata do lugar, onde nos buracos recortados e que refletem o observador, a ideia de posse está presente, a capacidade de possuir e “habitar” o terreno é perfeitamente possível quando nos vemos refletidos no alumínio do fundo. A única coisa acrescentada ao mapa foi um carimbo, desses de escritório de contabilidade onde se lê VOID, que significa, entre outras muitas definições, vazio, vácuo, livre e até sem valor comercial… Assim eu passo a oferecer ao observador um poder de transformar e habitar o lugar segundo sua própria presença e imaginação.

"Contra.Céu", trabalho feito pela Capela do Morumbi: referências a Athaíde e Michelângelo

*Há uma espécie de léxico visual em sua obra, com elementos que sempre retornam. É o caso das montanhas e das rochas/solos, mas também das nuvens. Como esta última imagem – com toda sua carga simbólica – foi entrando em seu repertório?

MOSCHETA: As nuvens são primeiramente uma ideia de transitoriedade muito forte e de fragilidade, de efemeridade… Meus primeiros desenhos com grafite sobre PVC expandido são de nuvens, e travavam uma relação de permanência/fugacidade latente, pois o grafite nunca é fixado por sobre o PVC e se torna muito frágil, ao menor toque de dedos o desenho pode ser apagado, danificado, borrado. Então existia esta conversa entre o frágil do motivo com o frágil da matéria tratada, mas depois fui criando relações mais abrangentes e comecei a desenhar minerais – pedras e nuvens – e que fazem uma ponte com a própria matéria mineral do grafite.

Já a carga simbólica de uma nuvem é algo extremamente cativante e infinitamente trabalhável. Desde o Romantismo e a teoria do sublime até uma visão mais empírica de estudo do comportamento das nuvens, passando pelos termos meteorológicos… Tudo isso para mim acaba sendo muito mais poético e instigante do que meramente uma possível constatação de que pode chover daqui a pouco!!!

 

Em "Combination 1", de 2009, desenho em grafite sobre PVC, fácil de borrar, trazia para a forma a instabilidade das nuvens retratadas

*Em Contra.Céu, sua exposição recente na Capela Morumbi, o grande painel de grafite com nuvens na região do altar trouxa a paisagem do lado de fora para o lado de dentro, mas também me levou à lembrança dos altares barrocos. Era sua intenção?

MOSCHETA: Sim, completamente! No projeto que mandei à Prefeitura de São Paulo (que é a responsável pelo espaço), citava Michelângelo e Athaíde!

*O espelho do trabalho, além de criar um jogo óptico incrível, também parece um lago invertido, lembrando que nuvens são águas. Poderia falar um pouco mais desta obra?

MOSCHETA: O projeto pauta-se na idéia de representação/construção de um ideal de pedaço de céu, tendo sua imagem refletida/espelhada logo abaixo do desenho original. A estrutura colocada no altar da capela “receberá” o visitante trazendo para dentro do espaço da capela a representação do céu, montada em ferro (para sustentação ) PVC (desenho) e placas de alumínio polido (reflexo).

O ângulo de 45º em relação ao observador, a uma certa distância, não reflete a imagem de quem observa, mas sim do desenho logo acima, criando um jogo de ilusão de perspectiva que remete aos afrescos e pinturas iniciados no século XIV, quando os tetos de igrejas e capelas eram decorados com tais motivos. Contra.Céu é também uma clara referência a contra-piso, a parte preparada do solo nas construções antes de receber o acabamento final. Uma vez que o que está em seu lugar invertido é o céu (que está no chão) e o reflexo de quem se aproxima da obra e se vê refletido por sobre esta imagem, mas nunca refletido no desenho original. O piso e o céu são essas ambiguidades da qual somos formados, terra e paraíso, o bem e o mal – e o espaço da capela é fundamental na construção dessa ideia, pois estabelece o diálogo profundo entre o motivo e o locus.

 

"Estudo para o espaço", de 2009: caixas de bombom

Na mesma exposição, você usou embalagens transparentes do bombom Ferrero Rocher para encaixotar nuvens de algodão. A relação entre construção e natureza volta aí? Como você chega a um material trivial, como a caixa de bombom, na realização de um trabalho?

MOSCHETA: Eu crio muitas de minhas obras visitando lojas de material de construção, de ferragens, de elétrica, vendo construções à beira de estradas com seus milhares de metros cúbicos de terra sendo removidos… Nessa obra específica, eu procurava um material que pudesse me dar a sensação de transparência ao mesmo tempo que fosse versátil para manipular e modelar o algodão lá dentro, algo como pequenos tijolos de ar que pudessem construir um céu em miniatura. Como adoro esses bombons… Ficou fácil encontrar uma caixa e rapidamente imaginar que a transformação de função do objeto só iria enriquecer as metáforas dentro do próprio trabalho… Quem, quando criança, nunca pensou que nuvens seriam bolas de algodão?

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PERGUNTA DO CONVIDADO: MARCELO CAMPOS

"Carbon Copy-Franz Post", deste ano: negativo em carbono da paisagem de Post

MC: A retomada do desenho é algo bastante interessante na arte contemporânea. Porém, este “desenho contemporâneo” vem consciente da possibilidade de ocupar e pensar o espaço expositivo como parte do trabalho. A arte conceitual traz um outro interesse nas documentações, mapas, listas, etc. Como o seu trabalho lida com estas duas heranças? Por um lado, uma técnica tradicional de representação, por outro, a utilização de imagens e documentos pré-existentes?

MOSCHETA: Minha tentativa em todos os trabalhos é fazer convergir esses dois artifícios – o da expansão do desenho até a tridimensionalidade, ou a ocupação do espaço, como você definiu, e a ideia de um cientificismo, um documentarismo que procura ligar a memória cultural e o presente, através de métodos classificatórios e re-ordenadores. Vejo esse processo todo como algo natural, uma vez que comecei a pensar a paisagem através da memória, primeiro veio essa memória de um ancestral que não conheci mas depois senti a necessidade de me colocar nesse espaço e criar minha própria experiência dentro dele, talvez daí resultem a ideia de documentário, de processos exaustivamente destrinchados. Com relação ao espaço, sempre brinco dizendo que “quando crescer quero ser escultor”, pois acho que o domínio do espaço é algo extremamente complexo e no meu caso, a necessidade está vindo junto com a experiência… Não quero queimar etapas, mas deixar que meu tempo amadureça por si mesmo.. E o meu meio de expressão por excelência é o desenho, então para mim é natural que ele me leve até lá… Ao espaço.

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"Le Nouveau Paysage du Parelelle 48"

*Você tem uma longa série de trabalhos relacionados à memória de seu avô, que nem chegou a conhecer. Como se deu a apropriação das fotos, cartões postais e anotações desta memória familiar?

MOSCHETA: Esse foi o início para mim, uma descoberta do que queria fazer como artista. Baseei minha pesquisa de mestrado na relação desta construção mnemônica com os processos de gravura em metal (água-forte, água-tinta e ponta-seca) e usei um recurso emprestado dos filósofos gregos (a vivência em um determinado espaço como meio de lembrança de uma situação) para reconstruir esses lugares/paisagens que meu avô tinha passado antes de imigrar para o Brasil. A ideia era refazer o lugar encontrado nas fotos, nos postais para em determinada distância da obra, o observador ter uma relação de proporção real, (escala 1:1) e se imaginar habitando o mesmo espaço, mas com uma defasagem de tempo de uns 50, 60, 70 anos… Esses fragmentos foram caçados no baú de minha avó, que ainda é viva.. E na casa dos tios, de meu pai…

Você tem um ateliê coletivo, o Ateliê/8, com outros cinco artistas. Em que medida o trabalho de um estimula e influencia o do outro? Acha que seria diferente caso tive seu espaço sozinho?

MOSCHETA: O ateliê é coletivo, mas os trabalhos são bem individualizados… Cada um tem sua “sala” dentro do ateliê, dividimos algumas áreas comuns Existem alguns pontos de convergência entre linguagens e técnicas principalmente, mas os trabalhos são bem independentes. Não acho que seria diferente se tivesse meu próprio espaço.

"Ilha 01 - Sattelite series", de 2010: impressão sobre papel de algodão

Você nasceu em São José do Rio Preto e trabalha em Campinas. No entanto, conseguiu bastante projeção e já fez exposições em lugares importantes. Acredita que o mercado brasileiro mudou, abrindo-se um pouco para artistas de fora das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo?

MOSCHETA: Certamente… A quantidade de salões e editais hoje no país é muito superior a 10, 15 anos atrás, quando eu comecei a mandar projetos e portfólios para tudo quanto é lugar nesse Brasil!!! Acredito que assim fui aprendendo a me mostrar, pois é muito difícil alguém que queira vir a Campinas fazer uma visita de ateliê ou ver alguma exposição no único museu (meio capenga!!!) de arte que temos aqui… As viagens para esses salões me ajudaram bastante, pois conheci algumas pessoas, fiz amigos, e principalmente aprendi a como mostrar meu trabalho estando tão distante de grandes centros como São Paulo e Rio. Mas hoje o mercado está bem atento a ações mais descentralizadas e a própria experiência de lugares como Inhotim, por exemplo, são um alerta de que lugares mais “provincianos” podem ser excelentes.

"Pedra 0¨", no Tomie Ohtake, na mostra "Ponto de equilíbrio"

*Queria pedir para você comentar os trabalhos que estão sendo vistos agora em São Paulo, no Centro Universitário Mariantonia, na mostra Ponto de Equilíbrio, no Tomie Ohtake, e na Paralela.

MOSCHETA: A exposição no Mariantonia [leia mais aqui], Mare Incognitum, baseia-se numa expressão em latim utilizada para representar áreas inexploradas dos mapas até o século XV. Presta uma homenagem ao mar e sua imensidão. As relações de forma, cor e a linha do horizonte quase sempre presente fazem a conversa entre a representação/construção de um lugar específico e a dificuldade da localização do homem frente a tão grandes possibilidades de deslocamento e conhecimento. Para essa exposição, recrio a paisagem com seus icebergs, em trucagens de fotografia e colagens de cartões postais antigos, inventando assim imagens polares sem nunca ter pisado em tais latitudes, junto e reorganizo espaços que nunca poderiam ser unidos pelas leis naturais da física e da biologia. Minha referência são os últimos lugares desconhecidos do planeta, aqueles que eram os mais difíceis de se chegar, e suas imagens que habitavam a imaginação daqueles românticos tardios.

Já na série Pedras, que está no Tomie Ohtake, a discussão se faz sobre a idéa de representação de um lugar e as várias formas de entendê-lo. Primeiro temos a pedra em si, que é um índice referencial de um lugar, o DNA de determinado espaço.. segundo o desenho daquela pedra, que é a visão subjetiva do artista sobre determinado lugar, a forma como vejo aquela pedra/espaço é maneira que transmito aos outros, e aí temos a perspectiva e as relações de luz e sombra, de tons que estão imbutidos dentro da construção formal do desenho.. e em terceiro a idéia abstrata e racional do mesmo espaço através da latitude e da longitude exatas dos locais onde tais pedras foram coletadas.

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A instalação "Maré", de 2009

PERGUNTA DO CONVIDADO: MARIO GIOIA

MG: Como foi montar e escolher trabalhos para três exposições quase em paralelo (Mariantonia, Paralela e MAM Rio)?

MOSCHETA: Não foi fácil, ainda mais que meu segundo filho nasceu no “meio do furacão” todo… Mas a exposição do Mariantonia já estava quase pronta, ela é feita de trabalhos mais antigos que foram agrupados para dar o tom da mostra. Os trabalhos da paralela foram definidos com base em outras séries de desenho com papel carbono que eu já fazia antes, portanto a pesquisa se limitou às imagens porque a parte mais prática, de desenhar, botar a mão na massa já estava definida.

Agora a surpresa ficou para o PIPA/MAM Rio [veja site do Prêmio aqui], pois tive somente 2 meses para fazer as obras da mostra e apesar das idéias estarem mais claras com relação aos conceitos das obras, faltava a pesquisa de viabilidade de material, estudos de composição e referências imagéticas… que tomaram grande parte de meu tempo, pois em certo sentido, tudo era novo e precisava descobrir como funcionava, qual relação eu consegui estabelecer com a altura das barras de ferro com o reflexo do desenho para o observador, sua inclinação também é importante… Tudo isso são fatos pequenos mas que podem trazer uma grande surpresa na montagem da obra… E não havia muito tempo, ainda mais quando se acorda três vezes à noite para trocar fraldas !!! Hehe….

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"Bomb", de 2009

Quais são suas principais referências artísticas, sejam elas visuais ou de outro campo da arte?

MOSCHETA: O próprio Italo Calvino com suas cidades invisíveis….. como já falei aqui… Robert Smithson, Jan Dibbets, Richard Long… Francis Alys e Gerhard Richter, Fernando Pratts, Nelson Felix, Daniel Senise, Sandra Cinto, Boyle Family, João Gusmão + Pedro Paiva … E tantos outros… É sempre difícil dizer… E sempre muda tanto… Depende da época, talvez….

*Onde você imagina que vai estar daqui há 10 anos?

MOSCHETA: Não tenho a mínima idéia… Minha vida mudou tanto em 5 anos que não me arrisco a dizer nada. Mas gostaria de ter completado uma série de viagens que planejo há um bom tempo, para lugares distantes e inóspitos como desertos, geleiras, pólos, fiordes e cânions. Talvez continue morando em Campinas, mas gostaria de acumular essas experiências de viagens, seja através dos projetos ou através de exposições.

 

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