Laura Lima na esquina da sua casa

"O mágico nu", um dos trabalhos de "Grande", na Casa França-Brasil

O jornaleiro da sua esquina já tem a  Bravo! de fevereiro, que traz uma crítica que escrevi sobre Grande, de Laura Lima, em cartaz na Casa França-Brasil. É uma exposição tão superlativa quanto seu título e, quem ainda não viu, precisa passar por esta experiência – nem sempre confortável, mas profundamente transformadora.

Não posso publicar o texto na íntegra enquanto a revista estiver em circulação, é claro, porque seria quase como piratear a mim mesma e aos meus colegas de páginas. Mas reproduzo um trechinho:

“Grande fechou 2010 como uma das melhores exposições do ano no Rio de Janeiro e promete entrar no páreo de novo este ano.  A mostra evidencia o território inclassificável – e por isso mesmo, tão perturbador – em que se instala a produção de Laura. O que ela faz não é performance, já que o que importa em cada obra não é exatamente a ação. Sua investigação é o corpo tratado como massa quase escultórica, e sua bagagem simbólica , perpetuada e modificada ao longo da história da arte.”

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A Bravo! traz ainda uma reportagem  de capa com o Caetano Veloso muso das novas gerações de cantores, com destaque para os da Orquestra Imperial. Além do texto interessante de Barbara Heckler, as fotos de Daryan Dornelles evidenciam o que todo mundo comenta: Caetano está envelhecendo bem, tanto nos aspectos físicos quanto nos simbólicos.

Na editoria de Livros, André Nigri revela cartas inéditas de Carlos Drummond de Andrade para um de seus melhores amigos, o romancista Cyro dos Anjos. Nelas, o poeta mineiro ataca escritores como os nordestinos  José Lins do Rêgo e Rachel de Queiroz e o hoje cult Lúcio Cardoso:

“A mim não satisfaz nem a transcrição imediata e anti-crítica de aspectos de uma vida regional, como fazem os rapazes do norte (entre parênteses: como escrevem mal!), nem essa literatura ‘restaurada em Cristo’ com que nos aporrinham os pequeninos gênios marca Lúcio Cardoso”, escreve um Drummond bem menos doce do que se imagina.

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Na versão on line da revista (aqui), recomendo os blogs de Gisele Kato (aqui), focado em artes visuais; o da sempre espirituosa Mariana Delfini, sobre teatro (aqui);  e o de Almir de Freitas, que escreve um pouco sobre cada uma das coisas que gosto – e sempre de um jeito que eu gosto muito (aqui).

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Agora corre para a banca, vai.

A Bravo! custa só R$ 10 e vai ser uma boa companhia para seus próximos dias, eu garanto.

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