Terceira metade no MAM

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O português é, a um só tempo, a mesma língua e um idioma quase estrangeiro de si mesmo depois de passar pela história e pelos sotaques das antigas colônias lusitanas espalhadas pelo mundo. Terceira metade, exposição que o MAM inaugura amanhã, quinta-feira, dia 17, às 19h, transpõe para a visualidade a mesma sensação deste “outro que é o mesmo” que nos percorre quando ouvimos nossa língua falada com a musicalidade e o vocabulário típicos de um país que não é o Brasil.

As três metades do título da mostra são a brasileira Tatiana Blass, o angolano Yonamine e o português Manuel Caeiro.

Tatiana está com impressionante individual na Sala A Contemporânea, do CCBB. Fim de partida reúne uma instalação com bonecos de cera, inspirada pela peça homônima de Samuel Beckett, além de pinturas que fazem referência ao teatro e ao palco, um tema renitente na trajetória da artista paulistana. Ela realizou no ano passado uma excelente exposição na Galeria Milan e um dos trabalhos brazucas mais comentados da última Bienal (relembre aqui).

Yonamine também esteve na Bienal, com a instalação Os mestres e as criaturas novas, criando um ambiente em que padronagens típicas dos tecidos africanos eram impressas sobre jornais brasileiros. Nascido em Évora, Caeiro já é conhecido do público de arte carioca. No fim do ano passado, fez ótima exposição na Lurixs, com trabalhos em que misturava referências urbanas ao repertório formal das técnicas de pintura.

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Então a gente se vê lá?

 

 

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