+ mudanças no blog – ícones

A inauguração do Banco de Portfolios não é a única mudança no blog. A partir de hoje, os novos textos postados já vão ser arrumados por categorias mais claras, pelas quais você pode navegar através do botão no topo da barra direita de nossa página.

Achou? Não ficou muito mais simples?

Além disso, ícones serão postados na lateral esquerda de alguns dos textos, identificando-os tematicamente. A produção que virá de agora em diante já sai assim do forno, mas a adequação do arquivo de posts antigos aos ícones e às novas categorias exige mais tempo, e deve estar concluída em março.

Pedimos a compreensão, a paciência e sobretudo a participação de vocês.

Os ícones estão na barra de navegação aí em cima, mas também são explicados na galeria abaixo. Espero que gostem!

2 thoughts on “+ mudanças no blog – ícones

  1. Daniela Name

    Post : + mudanças no blog-ícones

    ”Pedimos a compreensão, a paciência e sobretudo a participação de vocês.”

    Ícone “GARIMPO: vídeo, imagem ou informação curiosa encontrada na internet ou outra fonte, ou ainda sugerida pelos leitores do blog “.

    Boa a mudança no blog.Ficou realmente mais simples.Bom tbém poder participar.Te envio/sugiro, logo abaixo:Diálogos com o Espaço-texto de Ana Flávia Baldisseroto.Não sei se é por esse caminho que as sugestões para o GARIMPO serão encaminhadas para a sua apreciação(os portfolios eu sei que estão sendo enviados por mail), mas não encontrei outro a não ser o de te mandar um comentário através desse próprio post.

    Não conheço a autora do texto.Descobri esse material na Internet, em uma das minhas pesquisas acerca da Obra do Artista.

    Achei interessante a forma narrativa com a qual a autora vai construindo o texto, além da forma pela qual aborda o trabalho do Artista.E curiosa essa história, também.

    Veja o que você acha.

    O Carnaval se aproxima.Evoé!

    Até a próxima.

    Affonso Leitão/RJ

    ———————————————————–

    Artur Barrio

    1999 – Individual, Torreão, (Evento paralelo a exposição realizada na Pinacoteca Barão de São Ângelo), Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.

    Experiência nº 16 …………..ou ……………………Situação Relacional (intemporal)
    20/05 a 11/06/1999

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    Diálogos com o Espaço

    “Este trabalho é uma homenagem a minha bisavó Leopoldina de Sá Benevides de Oliveira Campos de Faria, que decidiu, por circunstâncias determinadas, enclausurar-se na torre familiar (do solar) e ali ficar até o fim de sua vida.”1

    Artur Barrio chegou à Porto Alegre para trabalhar sem qualquer plano ou projeto. Entregar-se à imprevisibilidade, diz ele, é enfrentar o desconhecido interior, e esta experiência, que é antes de tudo uma escolha existencial, tem se realizado de forma cada vez mais plena em sua maturidade artística.

    Em nossa primeira visita à “torre’2 lhe impressionou o branco imaculado e o pequeno tamanho daquele lugar que, apesar de tantas janelas, ‘não abre’. Se o primeiro embate com o espaço físico em que trabalharia só aconteceu poucos dias antes da data prevista para a inauguração de sua intervenção, a ‘torre’ certamente já povoava outros espaços do artista havia muito tempo.

    A memória da bisavó enclausurada chegou até Barrio através de relatos da mãe, que quando menina fora responsável por alimentar a avó, em seu auto-exílio. Segundo conta o artista, seu bisavô teria enamorado-se – com o ambíguo e não declarado incentivo de sua esposa – de uma das jovens camponesas que trabalhava nas plantações da família e a teria tomado como amante. A bisavó, então, ao descobrir da relação, decide subir à torre e ali permanecer pelo resto de sua vida. Nestas ‘circunstâncias determinadas’ que levaram aquela mulher a trancar-se, ressoam tons da amarga história das paixões humanas e não por mera coincidência foi a torre justamente este lugar murado que ao mesmo tempo protege e aprisiona3 o local escolhido por ela para viver a morte.

    Também não por acaso todas as doze janelas do Torreão foram fechadas e amarradas. A sensação já naturalmente sufocante de subir sua escada estreita e ligeiramente íngreme, não é aliviada com a chegada ao topo. Cordas tensionam as paredes contraindo e concentrando o espaço. A gélida luz fluorescente da sala torna-se elemento tão eloqüente quanto as carnes secas suspensas e as paredes escoriadas, falando-nos simultaneamente de estados de pressão e descanso e do debater-se sem saída de uma morte sem libertação.

    Mais uma vez, o que impressiona perceber neste trabalho é a intensidade com que Barrio dialoga e faz dialogarem tantos e diferentes espaços. Restos de memória, de seu percurso de trabalho, de história da arte, circunstâncias sociais e casualidades, amalgamam-se em um único nó insolúvel. Acontece aqui, como já se viu em outros grandes momentos de sua trajetória (como, por exemplo, na situação em que lançou as ‘trouxas ensangüentadas’ em Belo Horizonte4); os diversos elementos contextuais estão tão intrinsecamente ligados que não há sobreposição ou ocorrência de discursos, mas um único espaço concentrado, justo e preciso. Esta, que é provavelmente a qualidade que faz das obras arte, é também o que nos faz ter sempre tanto a dizer sobre elas e ter tão pouco realmente dito, obrigando-nos a refazer incessantemente o movimento inicial do artista, e encarar o ignorado em nós mesmos.

    1 Transcrição do texto escrito por Artur Barrio à subida da escada que leva à torre.
    2 Palavra com que Barrio registrou o espaço do Torreão desde o momento em que aceitou o convite para trabalhar ali a pouco mais de um ano atrás.
    3 Por isso também emblemático da virgem.
    4 Referência ao trabalho Situação T/T1 (2ª parte) de 1970 em que Barrio joga anonimamente sacos contendo carne e ossos ao longo de um ribeirão.

    Ana Flávia Baldisseroto é artista plástica e realizou pesquisa sobre o trabalho de Artur Barrio como aluna no Mestrado em Artes Visuais da UFRGS.

    ————————————————————

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