O inferno de Ai Weiwei, em Veneza

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Uma das mostras paralelas na próxima Bienal de Veneza, organizada pelo espaço Zuecca Project, vai mostrar uma instalação do artista chinês Ai Weiwei em que ele retrata, em cabines-dioramas, o inferno que passou durante sua detenção como preso político, durante 81 dias em 2011, pelo governo totalitário de seu país. A prisão mobilizou o meio de arte, os grupos de direitos humanos e a opinião pública em todo mundo.

Na mostra em Veneza, cabines estão instaladas na nave central da igreja renascentista de Santo Antonino,  e são na verdade containers de ferro. Foram transportadas de Pequim para a Itália em uma operação que o artista não esclarece exatamente como ocorreu, certamente seguindo um instinto de auto-preservação (e de preservação alheia).

Em cada um destes espaços, o espectador vai rever o período de Ai Weiwei na cadeia. Ele compartilha seus pesadelos com o público através de ambientes tomados por esculturas hiperrealistas, que representam a si mesmo e aos policiais que o vigiavam permanentemente durante ações básicas, como comer, tomar banho e dormir.

O jornal “The New York Times” publicou um slideshow com 7 imagens do trabalho. Veja aqui.

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