A identidade visual da 29a Bienal

Os dois vídeos deste post dividem em partes a justificativa da equipe de design da Fundação Bienal de São Paulo para a criação da identidade visual da 29a edição do evento, que começa em setembro. Perseguir os caminhos anteriores ao que finalmente foi escolhido é uma aula de design, com respeito ao processo e à história.

Os curadores Moacyr do Anjos e Agnaldo Farias usaram o verso de Jorge de Lima “Há sempre um copo de mar para um homem navegar” para dar corpo a uma Bienal política, com terreiros distintos discutindo a identidade e a heterogeneidade da arte.

Devo esta dica ao Fernando Leite. Um beijo para ele e boa viagem para vocês. A minha foi plenamente satisfatória.

8 thoughts on “A identidade visual da 29a Bienal

  1. ai que complicado!
    parece que na verdade o design construiu uma justificativa tão publicitária quanto a finalidade para a qual a empresa foi contratada! não será uma sabedoria da publicidade nos convencer da fidelidade de uma (possível) experiência ao produto que ela intermedia??! ahah que coisa, fomos atrapados pela publicidade aqui também!

    olha que engraçado!

    sinto, mas concordo muito com roberto! aliás, não ‘sinto’! acho que podemos nos manifestar, certo? o método ou o conceito neste caso, agora sim, sinto muito, não me parece que deram um bom resultado!

    método e conceito tão bem empregados em alguns trabalho de arte aqui não serviram. vale a experiência estética direta, o resultado impresso no cartaz!! eu =😦

    abraços poéticos em todos
    e que a gente consiga ver o MAR da forma real que ele é
    e não se contentar com um pouco de água no fundo de um copo de plástico!

    cristina laranja

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    1. Estudo design há anos, sou curadora de arte e não tenho nenhum vínculo com a equipe da Bienal. Acho a identidade visual belíssima e, além de bela, extremamente afinada com o espírito da exposição deste ano. O discurso da apresentação não é publicitário. É um discurso teórico, um apresentação didática, como qualquer pessoa ou grupo sérios deve fazer com o seu trabalho. Eu adorei.

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      1. concordo plenamente com seu comentário daniela, o texto é didático, simples e sério.
        faz uma boa análise dos caminhos da identidade visual do evento e constrói paralelos com conteúdos e conceitos da própria produção artística contemporânea.
        simples, direto e muito bom.

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  2. Gostei muito da nova identidade visual e seus desdobramentos. Traduziu de forma conceitual, poética e, sim, muito bela a transposição de qualquer limite que a alma humana é capaz de realizar. A relação de uma imagem que faz parte do universo infantil e, ao mesmo tempo, resvala na ciência, encanta porque embaralha as ideias de fronteiras e da falta delas. Sorte a nossa viver num mundo em que esses limites se atenuam e se confundem até, se me permitem a ousadia, quando se fala nas linhas que separam publicidade, design e arte. Se Tolouse-Lautrec conseguiu colocar o mar imenso da arte no copo da publicidade, por que não nós?

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  3. oi daniela, eu gosto da discussão e não acho que, necessita-se “ler a bula” para entender certas coisas.

    também não acho que não precisaria a imagem do cartaz ser de um unico artista, muito pelo contrário, acho que cairia no mesmo paradigma da Publicidade. poderia sim ser feito (como na 27ª Bienal de SP e na 7ª bienal do mercosul) por vários artistas…
    isto não seria seguir uma tendência, mas apenas acordar que o formato empregado por eles é uma boa forma para modificar paradigmas institucionais de publicidade.

    Eu já vi os cartazes da 29ª (anunciando os eventos do capacete na programação da bienal e os outros anuncios dela mesma) e por si só, em sua relação direta com o espectador, na minha opinião fica aquém de algo mais apurado, mais desenvolvido.

    a Obra mais conceitual pode exigir uma leitura em detalhes de fato, mas para mim se ela não conquista na imagem, na forma, na visualidade, nas relações que possa emergir – não me interessa seu discurso.

    seguimos,
    um abraço,
    r.

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  4. oi daniela,
    ainda não vi o vídeo, mas para mim não precisava muito argumento pra defender imagem tão feia e sem graça para o cartaz da bienal……….. se nas bienais de sp anteriores (nas duas últimas pelo menos) os cartazes tinham sido CRIADAS por artistas, porque voltar atrás e delegar a imagem da bienal a uma equipe de designers da fundação bienal??? nada contra os designers………., mas convenhamos que essa imagem da 29ª bienal de SP está muito aquém de um discurso sobre arte X política…………….. e de uma reflexão sobre esses espaços dentro do campo artístico.

    o exemplo da utima bienal do mercosul que transformou a idéia de publicidade em espaço de imagem produzidas e pensadas pelos artistas para divulgar a 7ª Bienal…. sai dez mil vezes a frente de uma idéia de publicidade de uma bienal de são paulo….
    porque prosseguir com a idéia de publicidade para uma bienal? porque também não utilizar esses espaços para subverter a idéia dessa indústria que nos resumiu os espaços urbanos a meros sensores de leituras automáticas…?

    enfim….
    segue-se.
    um abraço,
    r.

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    1. Olá. É por estas e outras que é preciso se informar e ouvir antes de criticar. No vídeo que vc não viu há todas as explicações para não ter escolhido a imagem de um único artista. Esta é uma Bienal da diversidade. Recomendo que vc veja o vídeo antes de falar. Quem sabe muda de opinião?

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